terça-feira, 13 de dezembro de 2011

60 anos da Igreja Batista Bereana

Ao começar estes versos,
Peço a graça soberana,
Ao Deus que gerou a Igreja
Evangélica Bereana,
Que completa mais um ano
De luta, empenho e gana.

Passados sessenta anos
(Isto com certeza eu lembro),
No ano cinqüenta e um
No nono mês, que é setembro,
Foi gerado um embrião
Que nasceria em dezembro.

Não posso esquecer a data:
Sou de setembro também,
Neste mesmíssimo ano,
Os anjos disseram amém,
Ao surgir mais uma Igreja,
E um ‘paraiba’ de bem.

Mas não vou falar de mim,
Quero falar da Igreja,
Que, hoje, aniversaria
E cuja história enseja
O louvor, deste cordel,
Por sua dura peleja.

Os belos anos cinqüenta
Deixavam a guerra pra traz,
O mundo inteiro ansiava
Por uma vida de paz,
Mas fazer este milagre,
Só Jesus Cristo é capaz.

O Brasil engatinhava
Rumo à industrialização,
São Paulo via crescer
A sua população,
Novos bairros se formavam,
Tudo estava em expansão.

Naquele mês de setembro
De cinqüenta e um, citado,
Um pequeno grande grupo,
Por Deus, muito abençoado,
Escolheu este lugar
Pelo Senhor, preparado.

Era um grupo de mulheres,
Que, reunidas na casa,
Da saudosa irmã Lameira,
Corre muito e não se atrasa,
Lançando a boa semente
Da Igreja de Água Rasa.

Vinte e cinco de dezembro,
Nascia, em pleno Natal,
Mais uma Igreja Batista,
Que, de cara, dá sinal
De que escolhia esta data,
Para ser especial.

O Pastor Harlampio Carlos
Russeff  encabeça a lista,
Onde vinte e oito irmãos
Registram, em ata, a conquista,
De um trabalho pioneiro
Deste grupo idealista.

Nela, a família Lameira
Marca bem sua presença:
Maria, Manoel e Loyde
Lavram o termo de nascença,
Da nova Igreja Batista
Que se ergue, sem detença.

Outra família, a de Paula:
Helio, Mathilde e Nair,
Ana Augusto e Alcíno
(Quem quiser, vá conferir),
Junto a Maria Ferreira,
Ao grupo, veio se unir.

Da família Conejero,
Tinha o irmão Benjamim,
Selina, Pedro e Judite,
E também o Valentim,
Tinha a Maria Ferreira,
Jeremias e Joaquim.

Até hoje, a Igreja
Tem membros desta família,
Que jamais deixaram a casa,
Permaneceram em vigília,
Ornamentando o Templo,
Como uma viva mobília.

O irmão José da Silva,
E a Angela de Oliveira,
Junto com Joana da Silva,
Engrossando a fileira,
Com Gemima Vitorino,
Assinam a ata primeira.

Finalmente, a família
Do Pastor está presente,
Cenyra, Jaime e Pedro
Fazem parte da corrente
Dos que assinaram a ata,
Junto com o presidente.

Tinha, ainda, outro irmão,
Cujo nome se apagou,
Na ata, não está legível,
Mas nosso Deus registrou
Nos livros celestiais,
A honra que conquistou.

Harlampio Carlos Russeff
Foi seu primeiro pastor,
Por seis meses, conduziu,
Com empenho e com fervor,
Este pequeno rebanho,
Nos caminhos do Senhor.

Depois dele, toma posse
Pastor Enoque Medrado,
Ficando só cinco meses,
Não sei o que deu errado,
Tendo assumido o comando,
Um irmão designado.

Pois José Alves Teixeira
Assumiu a presidência,
Orientando o rebanho
Com amor e paciência,
Dirigiu, por cinco anos,
Em caráter de urgência.

Era um evangelista,
Sua mensagem era a Cruz,
Mas, vencendo os obstáculos,
A nova Igreja conduz,
Anunciando a todos,
A salvação de Jesus.

No ano cinqüenta e seis,
Em dezessete de abril,
Ele, enfim, foi ordenado,
Prosseguindo no redil,
Por cerca de mais três anos,
Era um servo varonil.

No ano cinqüenta e nove,
No exato três de maio,
O Pastor Harold Benfraw,
Mais veloz do que um raio,
Fica menos de um ano,
Noutro curtíssimo ensaio.

Outro irmão tomou as rédeas,
Assumindo a direção,
Gilberto Viegas Fernandes,
Não deixa o povo na mão,
Mais tarde, em sessenta e dois,
Recebeu a ordenação.

Pastoreia por três anos,
Saindo em sessenta e cinco,
Período em que trabalhou
Com empenho e com afinco,
Deixando portas abertas
Sem chave, tranca e nem trinco.

Depois de ser ordenado,
No ano sessenta e dois,
Botou a casa em ordem,
Tratou de dar nome aos bois,
Empenhado, não queria
Deixar nada pra depois.

Muda o nome da Igreja,
E outra vez, não se engana,
De Água Rasa ela passa
A se chamar Bereana,
Centrada nas Escrituras,
Contra a cegueira insana.

Depois, Isau Simões
Carvalho, um evangelista,
Por nove meses apenas,
Deixa o seu nome na lista,
Dos líderes que dirigiram
A nova Igreja Batista.

Já o Pastor José Angelo,
Outro servo abençoado,
Saiu em sessenta e nove,
Mas não deixou registrado,
Quando foi que ele entrou,
Não sei quem foi o culpado.

Roberto Pereira Vinha,
Foi outro moderador,
Que dirigiu por dois anos,
Na ausência de um Pastor,
Seu esforço, com certeza,
Merece o nosso louvor.

Ficou de sessenta e nove
Ao ano setenta e um,
A ausência de pastores
Não era um fato incomum,
Muitas igrejas passavam
Por períodos de jejum.

O Pastor Pedro Moreno,
O lugar, não esquentou,
Ficou somente um ano,
Muita saudade deixou,
Setenta a setenta e um
Foi quanto se demorou.

No ano setenta e quatro,
Chega o Pastor Mendes Rosa,
Para ficar, por dois anos,
Com vontade e muita prosa,
Dirigindo uma bela Igreja,
Cada dia, mais ditosa.

Pastor Virgilio Severo,
Fica oito meses somente,
Mas a Igreja não para,
Continua indo em frente,
Esperando que chegasse
Um obreiro permanente.

Foram muitos os pastores
Durante os sessenta anos,
Mas destaco o Pastor Enio,
Que transmitiu seus arcanos,
Desde o tempo de aluno,
Aos discípulos bereanos.

Começa em setenta e sete,
Como um bom evangelista,
Seu trabalho dura um ano
(Não perca a data de vista),
Recebe a consagração,
E continua na crista.

Pastoreia mais dois anos,
Deixando o cargo em noventa,
Ninguém consegue esquecer
O que este homem inventa,
Pois faz boneco falar,
Quando a arte se arrebenta.

Aparecido Pereira,
Pastoreia por dois anos,
Começa em noventa e um,
Mas depois muda os seus planos,
Saindo em noventa e três,
Sem prejuízos ou danos.

Laércio de Paula Souza
Foi o próximo Pastor
Ficou menos de um ano,
Era cheio de fervor,
Saiu em noventa e quatro,
Grande servo do Senhor.

Pastor Salvador Soller
(Dez anos de pastorado),
Deixou firme fundamento,
Num período abençoado,
Faz parte daquele time
Que sempre será lembrado.

Chegou em noventa e quatro
E veio para ficar,
Durante dez longos anos
Pode, colher e plantar
Roseiras com seus espinhos
Num período singular.

Toda esta galeria
De corajosos obreiros,
Que enfrentaram batalhas
Como valentes guerreiros,
Eu queria completar,
Nestes versos derradeiros.

Pois eles trouxeram a esposa,
Juntamente com seus filhos,
Que lutaram, junto aos pais,
Para conduzir, nos trilhos,
A Igreja Bereana,
Superando os empecilhos.

A estes bravos soldados
Rendo, aqui, minha homenagem,
Suplicando, ao nosso Deus,
Fervor, empenho e coragem,
E a unção do Espírito
A toda sua linhagem.

Hoje, é o Pastor Geraldo
Quem está na direção,
Enfrentando as tempestades,
Fugindo da contra mão,
Ministrando o ensino,
Promovendo a comunhão.

Encontrou uma Igreja
Com irregular trajetória,
Pelos seus altos e baixos,
Nesta sua curta história,
Mas, que nunca se esqueceu
De buscar, de Cristo, a glória.

Com o neto Lucas e a Eura,
Ele veio pra ficar,
Acredito que isto é bom,
Pois, se alguém quiser contar,
Vai registrar quase vinte
Obreiros neste lugar.

Mas a obra do Senhor
O Pastor não faz sozinho,
Ele precisa de ajuda,
De apoio e de carinho,
Para conseguir vitórias
Neste espinhoso caminho.

Assim caminha a Igreja,
Com firmeza e segurança,
Sob o Som da Criação,
Com amor, fé e esperança,
E um trabalho que visa
A instrução da criança.

Que a irmã Nilza reúne
Sob os seus caros cuidados,
Já foram cerca de cem,
Com incríveis resultados,
Que engrandecem o Reino,
Com frutos multiplicados.

Toda glória a Jesus Cristo,
E o reconhecimento
A todos que cooperaram
Para que este momento
Fosse, hoje, celebrado,
Com alegria e contento.

Salve a Igreja Batista
De Água Rasa e Bereana,
Que, pela graça de Deus,
Não viu quebrada a sua cana,
E caminha triunfante,
Nesta terra paulistana.

Salve os membros da Igreja,
Corajosos e fiéis,
Que atravessaram as tormentas
E os vagalhões cruéis,
Cumprindo, com galhardia,
Seus importantes papéis.

Ide pelo mundo inteiro
 Ganhar almas para a luz!
  Relembro, aqui, a missão
   Explicada por Jesus;
    Jamais deixem de pregar
     A Mensagem de sua Cruz.

      Bebam da água da fonte
       Examinem as Escrituras,
        Rejeitando as heresias
         Escolhendo águas puras,
          Andando em fé e pureza,
           Não temendo a correnteza,
            Amando o Deus das Alturas.

Corinthians, Outra Vez Campeão

Mais uma vez, o Corinthians
É, do Brasil, campeão,
Exibindo garra e força,
Futebol e coração,
Trazendo muita alegria
À sua grande Nação.

Na verdade, ele é Penta,
Ganhar é sua rotina,
Digo isso pra calar
Quem gosta de, na surdina,
Roubar os seus muitos títulos,
Como urubu na rapina.

Ganhou cinco Brasileiros,
Vinte e seis Estaduais,
Já foi Campeão do Mundo,
É preciso dizer mais?
Quanta dor de cotovelo
Destes seus arquirrivais!

Ele foi Tri Campeão
Da tal Copa do Brasil,
Tetra, da Rio-São Paulo,
Sendo um time varonil,
O seu jogo de cintura
Vence o jogo de quadril.

Pequena Copa do Mundo,
Em plena Venezuela,
No ano cinqüenta e três,
O Timão não amarela,
Destrói seus adversários,
Sem lenço, choro e nem vela.

Levantou Taça em Florença
E venceu Copa em Turim,
Ganhou Torneio na Espanha,
Pode acreditar em mim,
Troféu Apolo, na América,
A coleção não tem fim.

Copa da Feira de Hidalgo,
Troféu Ramón de Carranza,
O Torneio Charles Miller,
E grande destaque alcança,
Vencendo a Copa do Atlântico,
Ainda em nossa lembrança.

Ganhou a Copa São Paulo
E a Copa das Nações,
Mais o Torneio de Santos
E Copa dos Campeões,
Todas Internacionais,
E não meras invenções.

Tem ainda vinte e dois
Torneios Especiais,
Alguns jogados no estado
E outros nacionais,
E quase cinqüenta Taças,
Desbancando os animais.

Pois tem Porco inconformado,
Muito Bambi sem dormir,
Bastante Bagre zangado
Sem querer admitir,
Que negar suas conquistas
É papo pra boi dormir.

Mas já fazia dois anos
Que não erguia uma taça,
E muita gente invejosa,
Com mentira e com trapaça,
Negava as suas conquistas,
Brincadeirinha sem graça.

Muito embora o Timão,
O Campeão deste ano,
Não necessite de título,
Porque reina soberano,
Para mim, a maior honra
É ser um Corintiano.

Dedico, assim, estes versos,
Com muito orgulho no peito,
A todos os invejosos,
Que não enxergam direito;
A todo rival honesto,
Meu mais profundo respeito.