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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Portugal Campeão da Eurocopa
Carlos Alberto Fernandes da Silva

Tirando as Copa do Mundo,
Não existe nada igual
Ao torneio europeu,
De fama internacional,
Mas quem levantou a taça,
Desta vez, foi Portugal.

Cinco campeões do mundo,
Não pensavam em se dar mal:
Alemanha, Itália e França
E a Inglaterra Real,
Junto à poderosa Espanha,
Mas sagrou-se Portugal.

A Islândia destacou-se,
Com um brilho especial,
Mandou pra casa a Inglaterra,
Que sofreu um vendaval,
Mas, devagar, avançava,
O time de Portugal.

Quem viu o País de Gales,
Sem temer nenhum rival,
Despachar a forte Bélgica,
Demonstrando um forte astral,
Não pensaria jamais
Na força de Portugal.

A França vence a Alemanha,
A Campeã Mundial,
Num jogo emocionante.
Com cara d’uma final,
Julgou-se a dona do título,
Sem lembrar de Portugal.

Pois possuindo um bom time,
Jogando no seu quintal,
Só temia o Cristiano,
Mas, num lance desleal,
Quase quebraram o joelho
Do craque de Portugal.

Sem Cristiano em campo,
Parecendo surreal,
Quem cresceu não foi a França,
Mas num esforço vital,
Brilhou a garra e a união
Do escrete de Portugal.

Depois de um zero a zero,
Dentro do tempo normal,
No fim da prorrogação,
Com um gol sensacional
De Eder, que conquistou
A taça pra Portugal.

O bom goleiro Patrício,
Foi excepcional.
Cédric, Pepe, e Fonte,
Guerreiro, beque central,
Formaram uma muralha
Na zaga de Portugal.

Carvalho, Mário, Adrien Silva,
Renato Sanchez, o tal
(A nova revelação
No cenário mundial),
Era assim o meio campo
Da cancha de Portugal.

Na frente Nani e Ronaldo,
Com seu futebol total,
Depois Ricardo Quaresma,
Tendo nos dentes um punhal,
Surpreenderam a França:
A taça é de Portugal.

Salve a pátria de Camões,
Nosso ilustre ancestral,
Salve o descobridor,
Pedro Alvares Cabral,
Salve a garra lusitana
E os craques de Portugal.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Adeus Shaolin

Carlos Alberto Fernandes da Silva

Morreu há pouco o cômico Shaolin
E carregou consigo o meu sorriso
Mas para quem sorrir sempre é preciso
Um pedaço de mim morreu também
Será que por acaso existe alguém
Que tenha resistido à sua arte
Nem se houvesse alguém perdido em marte
Porque a sua graça contagia,
Descendo infelizmente à tumba fria
Não sei se é ele ou sou eu quem parte.

Dizem que humorista é quem ‘diz graça’
Você fazia humor sem desgraçar
Ainda que viesse a escrachar
Não ultrapassava a linha do respeito
E mesmo exagerando no trejeito
Chegava a beirar a perfeição
Porque na arte da imitação
Não vi ninguém com este mesmo nível
E apesar de tudo eu acho incrível
A humildade do seu coração


Campina Grande amanheceu de luto
Porque perdeu seu filho mais querido
Que embora fosse um pássaro ferido
Vivia aconchegado no seu ninho
Cercado de cuidado e de carinho
Deixando acesa a chama da esperança
Agora ele é eterno na lembrança
Um imortal disso tenho certeza
Campina não combina com tristeza
E mesmo em meio a dor seu povo avança..

É triste a ironia do destino
Porque nos faz chorar quem nos fez rir
E por calar quem não quis desistir
Trazendo a morte a quem ornava  a vida
Sem receber a paga merecida
Dos risos que espalhou por tanta gente
E deixa agora a vida descontente
Tão cedo quando havia tanto a dar
Quem é que agora vai nos alegrar
Sem ele que nos deixa de repente?

No vácuo do humor de nossa terra
Que trouxe tantos astros no passado
Shaolim eu sei será sempre lembrado
Por ser o derradeiro dos moicanos
Orgulho dos artistas paraibanos
A quem presto esta simples homenagem
Obrigado a você pela coragem
De alegrar a nós tristes humanos.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Minha Netinha Lorena


Carlos Alberto Fernandes da Silva



Minha netinha, Lorena,
Acabaste de nascer.
O criador que te fez
Um maravilhoso ser,
Concedeu-te, hoje, a graça
E o belo dom do viver.

A tua face inocente,
Bela, divinal e pura,
Reflete o amor e a bondade,
Principalmente a ternura,
De quem faz de nossa vida
Bem mais que uma aventura.

O tempo, que corre rápido,
Mostrará, se Deus quiser,
A menina, a bela jovem
E, finalmente, a mulher,
Que nasceu para vencer,
Haja, na vida, o que houver.

És fruto de oração,
Uma criança escolhida.
Cresce sem as vaidades
E tentações desta vida.
Suporta, quando a jornada
Tornar-se dura e sofrida.

Lembra-te dEle, Lorena,
Desde a tua mocidade.
Constroi os teus belos sonhos
Dentro de sua vontade,
Somente assim tua vida
Será feliz de verdade.

Peço Deus que não te falte
Fé, esperança e amor,
Que cumpras tua missão
Com alegria e fervor,
Numa vida consagrada
A Jesus, nosso Senhor.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

60 anos da Igreja Batista Bereana

Ao começar estes versos,
Peço a graça soberana,
Ao Deus que gerou a Igreja
Evangélica Bereana,
Que completa mais um ano
De luta, empenho e gana.

Passados sessenta anos
(Isto com certeza eu lembro),
No ano cinqüenta e um
No nono mês, que é setembro,
Foi gerado um embrião
Que nasceria em dezembro.

Não posso esquecer a data:
Sou de setembro também,
Neste mesmíssimo ano,
Os anjos disseram amém,
Ao surgir mais uma Igreja,
E um ‘paraiba’ de bem.

Mas não vou falar de mim,
Quero falar da Igreja,
Que, hoje, aniversaria
E cuja história enseja
O louvor, deste cordel,
Por sua dura peleja.

Os belos anos cinqüenta
Deixavam a guerra pra traz,
O mundo inteiro ansiava
Por uma vida de paz,
Mas fazer este milagre,
Só Jesus Cristo é capaz.

O Brasil engatinhava
Rumo à industrialização,
São Paulo via crescer
A sua população,
Novos bairros se formavam,
Tudo estava em expansão.

Naquele mês de setembro
De cinqüenta e um, citado,
Um pequeno grande grupo,
Por Deus, muito abençoado,
Escolheu este lugar
Pelo Senhor, preparado.

Era um grupo de mulheres,
Que, reunidas na casa,
Da saudosa irmã Lameira,
Corre muito e não se atrasa,
Lançando a boa semente
Da Igreja de Água Rasa.

Vinte e cinco de dezembro,
Nascia, em pleno Natal,
Mais uma Igreja Batista,
Que, de cara, dá sinal
De que escolhia esta data,
Para ser especial.

O Pastor Harlampio Carlos
Russeff  encabeça a lista,
Onde vinte e oito irmãos
Registram, em ata, a conquista,
De um trabalho pioneiro
Deste grupo idealista.

Nela, a família Lameira
Marca bem sua presença:
Maria, Manoel e Loyde
Lavram o termo de nascença,
Da nova Igreja Batista
Que se ergue, sem detença.

Outra família, a de Paula:
Helio, Mathilde e Nair,
Ana Augusto e Alcíno
(Quem quiser, vá conferir),
Junto a Maria Ferreira,
Ao grupo, veio se unir.

Da família Conejero,
Tinha o irmão Benjamim,
Selina, Pedro e Judite,
E também o Valentim,
Tinha a Maria Ferreira,
Jeremias e Joaquim.

Até hoje, a Igreja
Tem membros desta família,
Que jamais deixaram a casa,
Permaneceram em vigília,
Ornamentando o Templo,
Como uma viva mobília.

O irmão José da Silva,
E a Angela de Oliveira,
Junto com Joana da Silva,
Engrossando a fileira,
Com Gemima Vitorino,
Assinam a ata primeira.

Finalmente, a família
Do Pastor está presente,
Cenyra, Jaime e Pedro
Fazem parte da corrente
Dos que assinaram a ata,
Junto com o presidente.

Tinha, ainda, outro irmão,
Cujo nome se apagou,
Na ata, não está legível,
Mas nosso Deus registrou
Nos livros celestiais,
A honra que conquistou.

Harlampio Carlos Russeff
Foi seu primeiro pastor,
Por seis meses, conduziu,
Com empenho e com fervor,
Este pequeno rebanho,
Nos caminhos do Senhor.

Depois dele, toma posse
Pastor Enoque Medrado,
Ficando só cinco meses,
Não sei o que deu errado,
Tendo assumido o comando,
Um irmão designado.

Pois José Alves Teixeira
Assumiu a presidência,
Orientando o rebanho
Com amor e paciência,
Dirigiu, por cinco anos,
Em caráter de urgência.

Era um evangelista,
Sua mensagem era a Cruz,
Mas, vencendo os obstáculos,
A nova Igreja conduz,
Anunciando a todos,
A salvação de Jesus.

No ano cinqüenta e seis,
Em dezessete de abril,
Ele, enfim, foi ordenado,
Prosseguindo no redil,
Por cerca de mais três anos,
Era um servo varonil.

No ano cinqüenta e nove,
No exato três de maio,
O Pastor Harold Benfraw,
Mais veloz do que um raio,
Fica menos de um ano,
Noutro curtíssimo ensaio.

Outro irmão tomou as rédeas,
Assumindo a direção,
Gilberto Viegas Fernandes,
Não deixa o povo na mão,
Mais tarde, em sessenta e dois,
Recebeu a ordenação.

Pastoreia por três anos,
Saindo em sessenta e cinco,
Período em que trabalhou
Com empenho e com afinco,
Deixando portas abertas
Sem chave, tranca e nem trinco.

Depois de ser ordenado,
No ano sessenta e dois,
Botou a casa em ordem,
Tratou de dar nome aos bois,
Empenhado, não queria
Deixar nada pra depois.

Muda o nome da Igreja,
E outra vez, não se engana,
De Água Rasa ela passa
A se chamar Bereana,
Centrada nas Escrituras,
Contra a cegueira insana.

Depois, Isau Simões
Carvalho, um evangelista,
Por nove meses apenas,
Deixa o seu nome na lista,
Dos líderes que dirigiram
A nova Igreja Batista.

Já o Pastor José Angelo,
Outro servo abençoado,
Saiu em sessenta e nove,
Mas não deixou registrado,
Quando foi que ele entrou,
Não sei quem foi o culpado.

Roberto Pereira Vinha,
Foi outro moderador,
Que dirigiu por dois anos,
Na ausência de um Pastor,
Seu esforço, com certeza,
Merece o nosso louvor.

Ficou de sessenta e nove
Ao ano setenta e um,
A ausência de pastores
Não era um fato incomum,
Muitas igrejas passavam
Por períodos de jejum.

O Pastor Pedro Moreno,
O lugar, não esquentou,
Ficou somente um ano,
Muita saudade deixou,
Setenta a setenta e um
Foi quanto se demorou.

No ano setenta e quatro,
Chega o Pastor Mendes Rosa,
Para ficar, por dois anos,
Com vontade e muita prosa,
Dirigindo uma bela Igreja,
Cada dia, mais ditosa.

Pastor Virgilio Severo,
Fica oito meses somente,
Mas a Igreja não para,
Continua indo em frente,
Esperando que chegasse
Um obreiro permanente.

Foram muitos os pastores
Durante os sessenta anos,
Mas destaco o Pastor Enio,
Que transmitiu seus arcanos,
Desde o tempo de aluno,
Aos discípulos bereanos.

Começa em setenta e sete,
Como um bom evangelista,
Seu trabalho dura um ano
(Não perca a data de vista),
Recebe a consagração,
E continua na crista.

Pastoreia mais dois anos,
Deixando o cargo em noventa,
Ninguém consegue esquecer
O que este homem inventa,
Pois faz boneco falar,
Quando a arte se arrebenta.

Aparecido Pereira,
Pastoreia por dois anos,
Começa em noventa e um,
Mas depois muda os seus planos,
Saindo em noventa e três,
Sem prejuízos ou danos.

Laércio de Paula Souza
Foi o próximo Pastor
Ficou menos de um ano,
Era cheio de fervor,
Saiu em noventa e quatro,
Grande servo do Senhor.

Pastor Salvador Soller
(Dez anos de pastorado),
Deixou firme fundamento,
Num período abençoado,
Faz parte daquele time
Que sempre será lembrado.

Chegou em noventa e quatro
E veio para ficar,
Durante dez longos anos
Pode, colher e plantar
Roseiras com seus espinhos
Num período singular.

Toda esta galeria
De corajosos obreiros,
Que enfrentaram batalhas
Como valentes guerreiros,
Eu queria completar,
Nestes versos derradeiros.

Pois eles trouxeram a esposa,
Juntamente com seus filhos,
Que lutaram, junto aos pais,
Para conduzir, nos trilhos,
A Igreja Bereana,
Superando os empecilhos.

A estes bravos soldados
Rendo, aqui, minha homenagem,
Suplicando, ao nosso Deus,
Fervor, empenho e coragem,
E a unção do Espírito
A toda sua linhagem.

Hoje, é o Pastor Geraldo
Quem está na direção,
Enfrentando as tempestades,
Fugindo da contra mão,
Ministrando o ensino,
Promovendo a comunhão.

Encontrou uma Igreja
Com irregular trajetória,
Pelos seus altos e baixos,
Nesta sua curta história,
Mas, que nunca se esqueceu
De buscar, de Cristo, a glória.

Com o neto Lucas e a Eura,
Ele veio pra ficar,
Acredito que isto é bom,
Pois, se alguém quiser contar,
Vai registrar quase vinte
Obreiros neste lugar.

Mas a obra do Senhor
O Pastor não faz sozinho,
Ele precisa de ajuda,
De apoio e de carinho,
Para conseguir vitórias
Neste espinhoso caminho.

Assim caminha a Igreja,
Com firmeza e segurança,
Sob o Som da Criação,
Com amor, fé e esperança,
E um trabalho que visa
A instrução da criança.

Que a irmã Nilza reúne
Sob os seus caros cuidados,
Já foram cerca de cem,
Com incríveis resultados,
Que engrandecem o Reino,
Com frutos multiplicados.

Toda glória a Jesus Cristo,
E o reconhecimento
A todos que cooperaram
Para que este momento
Fosse, hoje, celebrado,
Com alegria e contento.

Salve a Igreja Batista
De Água Rasa e Bereana,
Que, pela graça de Deus,
Não viu quebrada a sua cana,
E caminha triunfante,
Nesta terra paulistana.

Salve os membros da Igreja,
Corajosos e fiéis,
Que atravessaram as tormentas
E os vagalhões cruéis,
Cumprindo, com galhardia,
Seus importantes papéis.

Ide pelo mundo inteiro
 Ganhar almas para a luz!
  Relembro, aqui, a missão
   Explicada por Jesus;
    Jamais deixem de pregar
     A Mensagem de sua Cruz.

      Bebam da água da fonte
       Examinem as Escrituras,
        Rejeitando as heresias
         Escolhendo águas puras,
          Andando em fé e pureza,
           Não temendo a correnteza,
            Amando o Deus das Alturas.

Corinthians, Outra Vez Campeão

Mais uma vez, o Corinthians
É, do Brasil, campeão,
Exibindo garra e força,
Futebol e coração,
Trazendo muita alegria
À sua grande Nação.

Na verdade, ele é Penta,
Ganhar é sua rotina,
Digo isso pra calar
Quem gosta de, na surdina,
Roubar os seus muitos títulos,
Como urubu na rapina.

Ganhou cinco Brasileiros,
Vinte e seis Estaduais,
Já foi Campeão do Mundo,
É preciso dizer mais?
Quanta dor de cotovelo
Destes seus arquirrivais!

Ele foi Tri Campeão
Da tal Copa do Brasil,
Tetra, da Rio-São Paulo,
Sendo um time varonil,
O seu jogo de cintura
Vence o jogo de quadril.

Pequena Copa do Mundo,
Em plena Venezuela,
No ano cinqüenta e três,
O Timão não amarela,
Destrói seus adversários,
Sem lenço, choro e nem vela.

Levantou Taça em Florença
E venceu Copa em Turim,
Ganhou Torneio na Espanha,
Pode acreditar em mim,
Troféu Apolo, na América,
A coleção não tem fim.

Copa da Feira de Hidalgo,
Troféu Ramón de Carranza,
O Torneio Charles Miller,
E grande destaque alcança,
Vencendo a Copa do Atlântico,
Ainda em nossa lembrança.

Ganhou a Copa São Paulo
E a Copa das Nações,
Mais o Torneio de Santos
E Copa dos Campeões,
Todas Internacionais,
E não meras invenções.

Tem ainda vinte e dois
Torneios Especiais,
Alguns jogados no estado
E outros nacionais,
E quase cinqüenta Taças,
Desbancando os animais.

Pois tem Porco inconformado,
Muito Bambi sem dormir,
Bastante Bagre zangado
Sem querer admitir,
Que negar suas conquistas
É papo pra boi dormir.

Mas já fazia dois anos
Que não erguia uma taça,
E muita gente invejosa,
Com mentira e com trapaça,
Negava as suas conquistas,
Brincadeirinha sem graça.

Muito embora o Timão,
O Campeão deste ano,
Não necessite de título,
Porque reina soberano,
Para mim, a maior honra
É ser um Corintiano.

Dedico, assim, estes versos,
Com muito orgulho no peito,
A todos os invejosos,
Que não enxergam direito;
A todo rival honesto,
Meu mais profundo respeito.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pastor Renê

Por Carlos Alberto Fernandes da Silva

Ao começar estes versos,
Eu rogo a graça divina
(Costume dos cordelistas,
Que não chega a ser rotina),
E a luz de nosso Deus,
Que inspira e ilumina.

Pois quero homenagear
Um aniversariante,
Que não parou no caminho,
Mas prosseguiu adiante,
Mostrando, na caminhada,
A coragem de um gigante.

Falo de Renê Feitosa,
Pastor, professor, obreiro,
Que chega aos noventa anos,
Saudável, lúcido, inteiro,
Recebendo as honrarias
Como um Velho Guerreiro.

Alguém disse e eu concordo
E, nesses versos, repito,
Porque, além de verdade,
É um conceito bonito,
A respeito da grandeza,
Que, humildemente, admito.

Alguns homens nascem grandes,
Outros conquistam a grandeza
Porém outros receberam
(E disso, tenho certeza),
Uma missão grandiosa,
Que lhe conferiu nobreza.

Paulo, nosso grande Apóstolo,
Disse, mostrando fervor,
Que a sua capacidade,
Vinha das mãos do Senhor,
A quem prestamos a honra,
A majestade e o louvor.

Pois pela graça de Deus,
No dia doze de agosto,
Do ano de vinte e um,
Nasceu, sentindo o gosto
De ser filho primogênito,
Galgando o primeiro posto.

Antes dele Galileu,
Morreu ainda criança,
Deixando uma enorme dor
E uma eterna lembrança,
A vinda do Renezinho
Trazia uma nova esperança.

Filho de pai militar
Que lhe ensinou disciplina,
Patriotismo e dever,
Tudo o que não mais se ensina,
Seguir os passos do pai,
Tornou-se, então sua sina.

Sua mãe, sempre exalando
Atitudes amorosas,
Para criar os seis filhos,
Não viveu num mar de rosas,
Mas Deus tinha reservado
Surpresas maravilhosas.

Manoel Conrado Feitosa
Encontrou-se com o Senhor,
Que mudou seu coração,
Dando-lhe fé e amor,
Viveu com dedicação,
Temor a Deus e fervor.

A sua esposa, Otavia,
Acompanhou o marido,
Teve um encontro com Cristo,
E o seu dever cumprido
Na conversão de seus filhos,
Um favor imerecido.

Adalberto e Moacir,
Rômulo, Odete e  Naor
Foram os outros cinco filhos,
E os frutos deste amor,
Três dos varões abraçaram
A vocação de Pastor.

Remulo viveu alguns meses,
Deixando recordação,
Ficou, pra sempre, guardado
Na mente e no coração,
Seria, nesta família,
Mais um querido irmão.

Teve a Terezinha e a Débora,
As irmãs desconhecidas,
Pois, bem cedo, o Senhor
Recolheu as suas vidas,
Deixando uma grande saudade,
Depois de suas partidas.

Embora de Curitiba,
Veio para Aquidauana,
Onde conheceu uma moça,
Bela, charmosa e bacana,
O coração bate forte
E o rapaz não se engana.

Casam-se no mês de maio
Exatamente em quarenta,
Nos braços de Idelguita,
A solidão, afugenta,
Pois formar uma família,
O jovem casal intenta.

Vieram os filhos: Reuel,
Uziel e Idelzora,
Sonja, Loíde, Jeziel,
Pois a mãe e protetora,
Na faculdade da vida
Foi mais que uma doutora.

No ano cinqüenta e um,
Termina a Teologia,
Que a partir de então,
Segue em sua companhia,
Pois ministra a Sistemática,
Com amor e euforia.

E, no Rio de Janeiro,
Lugar onde se formou,
Pastoreia por seis anos,
Na cidade que marcou
Grande parte de sua vida,
Pelo tempo que morou.

Depois, segue pra Goiânia,
Debaixo da direção
Do Deus Senhor da Seara,
Promovendo a fundação
Da IV Igreja Batista,
Que guarda no coração.

Por seis anos e oito meses,
Dedicou-se ao pastoreio
Daquele amado rebanho,
Com amor e sem receio
Das investidas malignas,
Jesus foi o seu esteio.

Volta ao Rio de Janeiro,
Desta vez, para Queimados,
O rebanho precisava,
Urgente, de seus cuidados,
Neste tempo conviveu
Com muitos irmãos amados.

Vai para Belo Horizonte,
A Igreja de Carlos Prates
Pedia a sua assistência
E direção nos combates
Que travava pelas vidas
Que aguardavam resgates.

Por este tempo, o Espírito
Sacudia o país,
Despertando as igrejas,
Período bom e feliz,
Um seminário surgia,
Brotava uma nova raiz.

Ele assume a direção,
Formando muitos pastores,
Dispostos ao sacrifício,
Necessidades e dores
E, pela obra de Deus,
Explodindo de amores.

O STEB, que ensinava
A Palavra com unção,
Formou milhares de jovens
Que tinham uma vocação,
E aprenderam com ele
O valor da oração.

Eu estive entre os alunos
Que beberam desta fonte,
Das mensagens e das aulas,
No Belíssimo Horizonte,
Tal qual os Doze Discípulos,
Ouvindo o Sermão do Monte.

Longe dele, os alunos
(Faço aqui uma confissão),
Não lhe chamavam Pastor,
Professor ou Capitão,
Entre os colegas, ele era,
Simplesmente, Renezão.

Que me ensinou Teologia,
E me fez seu assistente,
Ato que jamais esqueço
Porque me deixou contente,
Após trinta e sete anos,
Continuo no batente.

Cumprida a sua tarefa,
Ele assume a direção
Da gloriosa ESMI,
Escola com a missão
De formar missionários
Para a evangelização.

Sendo um bom professor
E organizador nato,
Ele arregaça a manga
E cumpre bem o mandato,
Plantando os fundamentos,
Trabalho sério e sensato.

Centenas de pregadores
Desta escola de missões,
Espalhados pelo mundo,
Em diferentes nações,
Praticam o que aprenderam
Nas suas ricas lições.

Dá preciosa ajuda
Ao filho, Pastor Reuel,
Travando lutas com Deus,
Na obra de Peniel,
Uma vez mais, demonstrando
Ser um obreiro fiel.

Vê esta obra crescendo,
Ultrapassando fronteiras,
Propagando-se, também,
Nestas terras brasileiras,
Resgatando os oprimidos
E aumentando as fileiras.

Em Salvador, na Bahia,
Surge um novo desafio,
Pois a Igreja Batista,
Com seu púlpito vazio,
Convida-o e ele assume,
Fugir não é seu feitio.

Depois disto, ele aceita
Um convite especial,
Indo além das fronteiras
Do cenário nacional,
Vai aos Estados Unidos,
Seguindo um novo ideal.

E durante onze anos,
Cumprindo o seu ministério,
Realiza o seu trabalho
Árduo, espinhoso e sério,
Pastorear é seu dom,
Exercido sem mistério.

Aos oitenta e oito anos,
Aceita ser o Pastor
Da Igreja em Campo Grande,
Com a mesma garra e amor,
Que tinha na juventude,
Pois não lhe falta o fervor.

Sem a esposa Idelguita,
Que encerrou a carreira,
Mãe amável e exemplar,
Mais que fiel companheira,
Pastor Renê continua
Com a família na esteira.

Completa noventa anos,
Com garra, empenho e vigor,
Tendo, do pai, a firmeza;
De sua mãe, o amor;
De Cristo, a força e a vitória;
E do Espírito, o ardor.

Louvo a Deus, o Grande Oleiro,
Que, usando o barro, formou
Este vaso escolhido,
A quem, um dia, chamou
E deu vitória em todas
As lutas que enfrentou.




Rendo, assim, minha homenagem,
 Escrita neste cordel,
  Nas linhas desses meus versos,
   Esperando ser fiel.

    Falo em nome da família
     E dos amigos presentes,
      Incluindo as ovelhas,
       Todos estamos contentes;
        Obrigado, Pastorzão,
         Sua vida e sua missão
          Ainda geram sementes.