segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O Natal do Rico e o Natal do Pobre


A magia do Natal
Tem um gosto diferente,
Dependendo do dinheiro
Que tem no bolso da gente:
Natal do rico é fartura,
Mas do pobre, inexistente.

O rico compra bons vinhos,
Lombo, peru e leitão,
Panetone italiano,
Fruta importada e faisão,
O pobre tem frango assado,
Arroz, farofa e feijão.

O rico compra presentes,
E tem amigo secreto;
O pobre, sem um tostão,
Às vezes, nem tem um teto,
Na 1 e 99,
Contempla o amigo dileto.

O rico compra no shopping
Vestimentas pra família,
Faz reforma em sua casa,
Renova a sua mobília,
O pobre, no seu barraco,
Nem sabe o que é vigília.

Papai Noel, muito injusto,
Visita a casa do rico,
Não vai à casa do pobre
Pra não ter siricutico,
Pois dar presente barato,
Para ele, é pagar mico.


Às vezes, vai à favela,
Levando bola e carrinho;
Nunca leva uma bicicleta
Ou vídeo game novinho,
Mesmo assim, merece aplauso:
É uma forma de carinho.

O rico chama os amigos
E prepara uma grande festa,
Ao som de sinos e harpas
Entoa a sua seresta;
O pobre mal paga as contas,
Pois quase nada lhe resta.

O rico enfeita sua casa,
Monta a árvore de natal,
Deixa tudo colorido,
Ilumina o seu quintal,
O pobre vai para a praça
Participar do arraial.

O rico prepara as férias,
Viaja no fim do ano,
Faz cruzeiro na virada,
Quando não tem melhor plano,
O pobre vende suas férias
Pra não entrar pelo cano.

O rico olha pra trás
Para fazer um balanço,
Depois diz: Valeu à pena,
Obtive um grande avanço;
O pobre: nem faço planos
Pois sei que nunca os alcanço.

O rico diz que o natal
É uma grande magia,
Que deixa muita saudade,
Por sua grande alegria,
O pobre vê o natal
Como qualquer outro dia.

O rico fica tristonho
Ao desmontar o cenário,
Lamentando por guardar
Tudo no seu relicário,
O pobre segue sua vida,
Temendo ser um otário.

O rico ganha seus prêmios
E o décimo terceiro,
O pobre sem o registro,
Só vê a cor do dinheiro
Quando ganha umas caixinhas,
Pra sair do atoleiro.

Mas Deus não faz distinção
Entre o ricaço e o pobre,
Se alguém não tem dinheiro
Ou se tem bastante cobre,
Se vem de família simples
Ou se acaso é um nobre.

Jesus, ao descer ao mundo,
Nasceu em meio à pobreza;
Na morte, ganhou um túmulo,
De alguém que tinha riqueza,
Mas ama o rico e o pobre
Disso, nos deu a certeza.

E no Natal, o que vale
É Cristo no coração;
Ter a sua companhia
E receber seu perdão,
Desfrutando da riqueza
De gozar a salvação.

Neste Natal, não importa
Qual é seu saldo bancário,
O Rei Jesus, do presépio,
Foi levado ao calvário
Para morrer por você
No sacrifício vicário.

Seja rico ou seja pobre,
Se você não tem Jesus,
Não sabe o que é Natal,
Pois está longe da luz,
Lembre-se da manjedoura,
E não se esqueça da cruz.

Jesus veio a este mundo
Trazer paz e salvação,
Transformar a humanidade,
Mudar cada coração,
Tenha um feliz Natal
Isto não custa um tostão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Eleições e Boataria


Não pretendo ser perfeito,
Ser juiz ou ser beato,
Mas detesto ver pessoas
Trocando lebre por gato,
Espalhando como certo
O que é mero boato.

Até mesmo Jesus Cristo
Sofre com a boataria,
Disseram que seus discípulos
Foram à sua tumba fria
E roubaram o seu corpo,
Antes que raiasse o dia.

Tudo isso pra negar
A sua ressurreição,
Um dos fatos importantes
Na doutrina do cristão,
E esperança daqueles
Que aguardam a salvação.

Até hoje, há quem jure
Que Maria Madalena
Foi sua amante ou esposa,
Em sua vida terrena,
Embora a Bíblia não fale
De romance com a morena.

Marco Antonio se matou
Ao julgar que sua amada
No seu último refugio,
Já estava sepultada,
Um boato oriundo
De uma história mal contada.

O grande Getulio Vargas
Deu um tiro no seu peito,
Quando disseram que ele
Mandou matar um sujeito,
Fato que o entristeceu,
Pois não dirigiu direito.

Lembram da Escola Base?
Muita gente já esqueceu.
A TV e os jornais,
Depois que o dono morreu,
Fingem não serem culpados
Pelo que aconteceu.

Muita gente, hoje, adulta,
De forma amarga ou amena,
Já sofreu ou viu boato
E sentiu tristeza plena,
Causada por uma mentira
Do tipo que envenena.

Nesta ultima eleição,
Deram asas à mentira;
Enquanto Roma queimava,
Os Neros tocavam a lira
Rindo dos pobres incautos,
Que estavam em sua mira.

Todo dia, eu encontrava,
No Email, uma notícia,
Falando contra o governo,
Com veneno e com malícia,
Algumas sem fundamento,
Porém na hora propícia.

Engraçado é que a central
Desta vil boataria,
Não focava mais ninguém
E nenhum defeito via
Nos caras das outras siglas,
Numa clara hipocrisia.

Nem sequer o Dr. Paulo,
Campeão das 'malufadas',
Foi lembrado nestas redes
(Deve estar dando risadas),
Parecia que o Congresso
Era composto de fadas.

Se é para apontar erros,
Vamos ser imparciais,
Não importando as siglas,
Sem olhar para os currais,
Porém sempre averiguando
Se os fatos são reais.

Falar do que não se sabe
É tremenda idiotice,
Ver boato se espalhando
Chega a ser uma chatice,
Ouvir e não pesquisar,
Convenhamos, é burrice.

Antes de seguir, declaro:
Não sigo nenhum partido.
Já tive decepções,
Meu peito ainda está ferido,
Procuro o menos ruim,
Pro voto não ser perdido.

Mas estranhei ver boatos
Sempre da mesma pessoa,
Não pretendo entrar no mérito
Se ela é ruim ou é boa,
Mas neguei-me entrar no jogo
Desta gente tão à toa.

Vou citar alguns boatos,
Só para demonstração
Das besteiras que ouvi
Nesta última eleição
E o leitor analise
Se não estou com a razão.

Disseram que o governo
Sequestraria o dinheiro
De nossa conta corrente
E poupança por inteiro,
Mas ninguém falava nada
Do candidato mineiro.

Disseram que o governo
Desarmou nosso Brasil,
Para, depois, dar um golpe,
De forma nada sutil,
Instaurando uma ditadura
Neste país varonil.

Disseram que a Presidente
Vai trazer o comunismo,
Desafiando o tempo
Criando um anacronismo,
Talvez reerguendo o muro
De Berlim, quanto cinismo!

Disseram até que o Lula
Esbanjando sua riqueza,
Era o dono da Friboi,
O que cheira a malvadeza,
Pois ele não é tão burro
Disso, todos têm certeza.

Disseram que ele entrou
No ramo imobiliário,
Sendo sócio da Bigucci,
Fazendo todos de otário,
Aplicando nos incautos
Outro conto do vigário.

Por fim, disseram que eles
Mataram aquele doleiro
Que delatou todo o mundo,
No momento derradeiro
Da corrida eleitoral,
Um fato não verdadeiro.

Mas que tirou muitos votos,
Pois o boato correu,
Espalhou-se bem depressa,
Muita gente o remeteu
Aos emails dos amigos,
E o cara não morreu.

Eu achei bastante estranho
Ninguém ter se explicado.
Não me disseram: desculpe,
Pois eu estava errado,
Fica o dito por não dito,
E o caso, encerrado.

Dizem, agora, que o exército
Vai usurpar o poder
Impedindo a sua posse,
É só esperar pra ver,
Falam até mesmo em impeachment,
É fácil se aborrecer.

Espalharam que houve fraude
E vai haver recontagem,
Noticio idiota e frívola,
Uma tremenda bobagem,
Pra embarcar neste barco
Requer-se mais que coragem.

Ninguém falou do Aécio,
Nem no mensalão mineiro,
Dos desvios do metrô,
Aquele grande atoleiro,
E das privatizações
Que não trouxeram dinheiro.

Do fiasco evidente
Da administração
Que levou o seu estado,
A votar por rejeição,
O motivo principal
Da perda da eleição.

Pois culparam os nordestinos,
Esquecendo dos mineiros,
Foi lá que ele perdeu
Junto com os seus parceiros,
A chance de presidir
Os patrícios brasileiros.

Neste instante, os boateiros
Focam, em Valparaiso,
Uma enorme fazenda,
O que chega a causar riso,
'Comprada' pelo Lulinha,
Pois boatar é preciso.

Mas o verdadeiro dono
Não aprovou a piada,
Pois a invasão de tolos,
Em sua nova cruzada,
Buscam encontrar as provas
Desta história mal contada

Vamos criticar, porém,
Com responsabilidade,
Pesquisando o que se ouve,
Mostrando capacidade,
Agindo sem arrogância,
Na base da humildade.

Nosso estado hoje vive
Uma crise sem igual:
Falta até mesmo água,
O resto vai muito mal,
A saúde e a segurança
Mostram desastre total.

Nosso ensino, nem se fala,
Caminhamos para trás;
Comparado ao do passado,
É enganoso e fugaz,
As escolas do estado
Não produzem nenhum ás.

Mas alguém foi reeleito,
Pois ninguém o criticou,
Não falaram nos emails,
Boatos ninguém criou,
Só criticaram um partido
E São Paulo se calou.

Terminada a eleição,
Surge uma explosão de ódio;
Xingamento e agressão,
Tenta-se impedir o pódio,
Colocando os nordestinos
Como a causa do episódio.

Esquecendo que, no Rio,
A Presidente venceu;
Em Minas, terra do homem,
A mesma coisa ocorreu,
Mas o preconceito oculto,
Finalmente apareceu.

Lamento pela patrulha
Que policiou os votos,
Constrangendo os eleitores
Com reportagens e fotos,
Impedindo a liberdade,
E à caça de devotos.

Até onde eu aprendi,
Cada voto é pessoal,
O país é democrático,
Porém é um grande mal
Não aceitar a escolha
Do colégio eleitoral.

Finalmente, eu não nego
As verdades que havia
Nos emails recebidos
(A maior parte, eu não lia,
Pois já estavam estampados
Nos vários jornais do dia).

Eu conheço o mensalão
(Que começou lá em Minas),
Os crimes na Petrobrás,
Entre as pessoas mais finas,
Nossa política externa,
Que Irrita as narinas.

Repetir cada escândalo
Ocorrido com o PT
Além de desnecessário
(Por acaso alguém não vê?),
Parece mais indicado
Ao sujeito que não lê.

Neste caso, eu repito,
Para evitar outro mal,
Quem propaga as notícias
Tem que ser imparcial,
Falar de toda sujeira
Do cenário nacional.

Imaginem quantos votos,
No final, foram roubados
De pessoas indecisas,
Daqueles mal informados,
Com certeza, os boatos
Quase mudam os resultados.

Teve até religioso,
Iludindo o cidadão,
Querendo ditar o voto
Do nosso povo cristão,
Como se ele fosse o dono
Da mente e do coração.

Atitude irresponsável,
Pois colocou evangélicos
Como oposição somente,
Nestes seus discursos bélicos,
Escondendo interesses,
Sujos e maquiavélicos.

Que nosso bondoso Deus
Ilumine os governantes
Dê sabedoria ao povo,
Pra respeitar os mandantes,
E ponha fim aos boatos,
trabalho de meliantes.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

E Quem Fiscaliza a Globo?

Talvez não existam armas
Mais cruéis e mais letais
Do que microfone e câmara,
No ar, lançando sinais,
Capazes de assustar
O mais forte dos mortais.

Seja em tom de brincadeira,
Causando constrangimento,
Ou pegadinhas infames,
Dependendo do momento;
Quem se vê diante delas
Vive um terrível tormento.

Além de causarem Pânico,
Em forma de Telegrama,
Ou transformando em palhaço
Dependendo do Programa,
Desgraçam o pobre coitado
Que escorregar nesta lama.

Existe aquele que cobra,
Mas de jeito desumano,
Constrangendo o faltoso,
Como faz aquele ‘mano’,
Enquanto constroi a imagem
De político herculano.

A Lei devia ser rígida
Para o tal comportamento,
Que transforma em Super Homem,
Quem causa constrangimento,
E humilha o oponente,
Se estiver desatento.

Aquela Rede famosa,
Conhecida como a Globo,
Tem até Fiscal do Povo,
Com arrogância e arrobo,
Cobra das autoridades
E faz qualquer um de bobo.

Logo cedo sob o lema,
Pasmem, de Tudo Anormal,
Como grande justiceira,
Reta, exemplar, leal,
Cobra como se estivesse
Acima do bem e o mal.

E depois inda ameaça
De novo, exibir no ar,
Fazer uma nova ‘visita’
Se, ali, nada mudar,
Em nome da imprensa livre,
Não tem pena de pisar.

Na telinha, encurralados,
Poucos mantêm a postura,
Enfrentar o desafio
É mesmo parada dura,
Enquanto o repórter testa
O seu jogo de cintura.

Embora esteja no título,
Eu vou perguntar de novo,
Pois cansei de ver pessoas
Pisando em casca de ovo,
Ela tem autoridade
Para ser Fiscal do Povo?

Pois ela traz, à família,
Terrível dissolução,
Impondo, em suas novelas,
Nudez e depravação,
Deturpando, em seus enredos,
Os costumes da nação.

Sua força é a novela
Fonte de vício e mais nada,
Audiência obrigatória
De gente desocupada,
Que fica engolindo tudo,
Caindo numa emboscada.

Tais novelas deseducam
E corrompem a juventude,
Ensinam sexo e nudismo,
De forma grosseira e rude,
A moda é o beijo gay,
E a muitos ela ilude.

Além das novelas, tem
O programa do Bial,
O famoso Big Brother,
Mostrado em tempo real,
Vagabundagem e luxúria,
Ao vivo, no seu canal.

Manipulando a nação,
Pôs e depôs Presidente;
Com produções impecáveis,
Faz o que quer com a gente;
Quando é o ano da copa,
Quer ver o Brasil pra frente.

Mas sua realidade
É por o Brasil pra trás,
Cobrar pra esconder seus erros,
Campo em que é bem capaz,
Mas ninguém cobra da Globo,
Todos a deixam em paz.

Apoio a imprensa livre
E sou contrário à censura,
Não quero ver o Brasil
Voltando pra ditadura,
Mas a manipulação,
Para mim, é uma tortura.

Sei que falta compromisso
Em nossas autoridades,
O povo tem que cobrar,
São duas grandes verdades,
Mas a postura da Globo
Exala insinceridades.

Enquanto isso ela cobra,
Como se fosse um lobo
Que assusta o oponente,
Mostrando o seu ar de probo,
Motivo da indagação:
E quem fiscaliza a Globo?

Esta pergunta tão simples
Tem uma fácil resposta:
É quem possui o controle,
E só assiste o que gosta,
Desligando o que não presta,
Essa é a minha proposta.
Alemanha Sete Brasil Um


O Brasil perdeu de sete
(A conta do mentiroso),
Mesmo tendo cinco estrelas
E seu passado garboso,
Só conseguiu fazer um,
Num joguinho horroroso.

É disso que vou falar
E peço que me escutes:
No Mineirão, nosso escrete
Tentou barrar os chucrutes,
Mas nos deixaram ‘de quatro’
Inda sentaram três chutes.

O total de sete gols
Gente sã não imaginava,
A tempestade alemã,
Que, sobre nós, desabava
Parecia, ao nosso escrete,
Ataque de vaca brava.

Filipão emudeceu,
Parreira continuou
Com a cara de babaca,
Da qual jamais se livrou,
E o Murtosa, outro inútil,
Reação não esboçou.

Faltou comando de fora
E também dentro do campo,
Os gols se multiplicavam
Como surto de sarampo,
A total paralisia
Substituiu o trampo.

David Luis, o valente,
Também fora de ação,
Mostrava que andorinha
Sozinha não faz verão,
Perguntava: oh Deus do céu,
Por que tal desolação?

Julio Cesar, o nosso herói,
Vestiu luvas de alface,
Não segurava a bola,
E com sua bela face,
Trocou o riso por lágrimas,
Vendo um gol a cada passe.

Onze 'Brutus' o cercaram,
Sete golpes foram dados,
Nosso 'Imperador' caiu
Sem contar com seus soldados,
Que, de longe, observavam
Mudos e paralisados.

O Marcelo, atordoado,
Vendo se mexer a rede,
Repetia: não fui eu,
Já saciei minha sede,
Só não morreu encostado
Por falta de uma parede.

Bernard, perdido em campo,
Tinha pernas de tristeza,
Colocá-lo nesta fria
Chegou a ser malvadeza,
Este menino de ouro
Não exibiu realeza.

Hulk, o forte conterrâneo,
Numa apatia profunda,
Viu que para este Golias
Não bastava uma grande funda,
Foi sacado do gramado,
Numa atitude imunda.

No gramado, amarelou,
Ao invés de esverdear
E se transformar num monstro
Pronto para esmagar
O ‘fracote’ oponente,
Que tentasse avançar.

Os Três Patetas; Filipe,
Carlos Alberto e Murtosa,
Percebendo a cor do mar
(Vermelha e não cor de rosa),
Tentavam bancar Moisés,
Sem a vara milagrosa.

Escalaram o time mal,
Sem nenhum entrosamento,
Com total insegurança,
Por falta de treinamento,
Deixando que cinco estrelas
Fossem levadas ao vento.

Oscar, parado na frente,
Nem enxergava a bola.
Os chucrutes, ao contrário,
Sem temer mordida ou sola,
Praticavam, livremente,
O que treinaram na escola.

Marcou nosso gol de honra,
Numa atitude isolada,
Mas pouca coisa salvou
De uma equipe estuprada,
Diante de nossa gente,
Aos olhos da criançada.

Fred, múmia paralítica,
Não mudou de atitude,
Continuou uma estátua,
Com defensor no seu grude,
Se a natureza o marcava,
Imagina um beque rude.

Foi sacado quando era
Para nós, tarde demais,
Saiu do campo, quem sabe,
Pra não regressar jamais,
Sua presença no time
Só foi motivo de ais.

O Maicon dançava Thriller,
Cercado de assombração,
Os zumbis que atacavam
Com bela coordenação,
Resgataram a antiga áurea
Do bom guerreiro alemão.

O Dante, não o poeta,
Mas o baiano moderno,
Relembrava a obra clássica,
Reescrevendo o Inferno,
Naquele espaço de tempo,
Que se tornará eterno.

Fernando Rosa, pra nós,
O querido Fernandinho,
Vendo os gaviões malvados
Saqueando o nosso ninho,
Não deu conta do recado,
Jogando quase sozinho.

As entradas de William,
Ramires, também Paulinho
Foi como lançar alguém
Dentro de um torvelinho,
No dia em que o Mineirão
Não passou de um Mineirinho.

Neymar e Tiago Silva
Escaparam do vexame.
Não sei se, dentro do campo,
Passariam no exame,
Ou receberiam ippon
Naquele triste tatame.

Os chucrutes nos deixaram
De quatro, sem piedade,
Nos chutaram inda três vezes,
Com total perversidade,
Sete gols naquele jogo
Que nos deixou na saudade.

Deixaram até mesmo o Klose
Desbancar o Ronaldão,
Num golzinho mixuruca,
Sem graça e sem vibração.
O craque deixou o pódio,
Pra dar vez ao ancião.

O brasileiro, educado,
Não saiu no ponta pé,
Nem mesmo quando a torcida,
Em coro, gritava olé.
Humildemente, rezavam
Pelo fim deste banzé.

Os chucrutes, em delírio,
Mal escondiam o sorriso,
Pois a organização
Superava o improviso.
Dar show não é necessário,
Porém vencer é preciso.

Os Três Patetas, depois,
Falaram em sua defesa,
Explicando o inexplicável,
Sem porem cartas na mesa,
Enquanto o Brasil inteiro
Amargava esta tristeza.

Mas ficou uma lição
Para não ser esquecida,
Perdemos somente um jogo,
Pois, em frente, segue a vida:
Eles permanecem ricos
E nossa gente, falida.

Daqui a mais quatro anos
Tudo volta ao seu começo,
Nosso povo na esperança,
Eles aumentando o preço,
Mas aquele triste jogo,
Dificilmente, eu esqueço.

A ordem é seguir em frente,
Esperar pelo amanhã,
Aguentar a Alemanha
Como tetra campeã,
E crer que nossa torcida,
Com certeza, não foi vã.

Talvez, um dia, o hexa,
Nos dê, o neutro destino.
Eu creio, sou brasileiro;
Eu luto, sou nordestino.
Difícil mesmo é aguentar
Piadinha de argentino.