terça-feira, 13 de dezembro de 2011

60 anos da Igreja Batista Bereana

Ao começar estes versos,
Peço a graça soberana,
Ao Deus que gerou a Igreja
Evangélica Bereana,
Que completa mais um ano
De luta, empenho e gana.

Passados sessenta anos
(Isto com certeza eu lembro),
No ano cinqüenta e um
No nono mês, que é setembro,
Foi gerado um embrião
Que nasceria em dezembro.

Não posso esquecer a data:
Sou de setembro também,
Neste mesmíssimo ano,
Os anjos disseram amém,
Ao surgir mais uma Igreja,
E um ‘paraiba’ de bem.

Mas não vou falar de mim,
Quero falar da Igreja,
Que, hoje, aniversaria
E cuja história enseja
O louvor, deste cordel,
Por sua dura peleja.

Os belos anos cinqüenta
Deixavam a guerra pra traz,
O mundo inteiro ansiava
Por uma vida de paz,
Mas fazer este milagre,
Só Jesus Cristo é capaz.

O Brasil engatinhava
Rumo à industrialização,
São Paulo via crescer
A sua população,
Novos bairros se formavam,
Tudo estava em expansão.

Naquele mês de setembro
De cinqüenta e um, citado,
Um pequeno grande grupo,
Por Deus, muito abençoado,
Escolheu este lugar
Pelo Senhor, preparado.

Era um grupo de mulheres,
Que, reunidas na casa,
Da saudosa irmã Lameira,
Corre muito e não se atrasa,
Lançando a boa semente
Da Igreja de Água Rasa.

Vinte e cinco de dezembro,
Nascia, em pleno Natal,
Mais uma Igreja Batista,
Que, de cara, dá sinal
De que escolhia esta data,
Para ser especial.

O Pastor Harlampio Carlos
Russeff  encabeça a lista,
Onde vinte e oito irmãos
Registram, em ata, a conquista,
De um trabalho pioneiro
Deste grupo idealista.

Nela, a família Lameira
Marca bem sua presença:
Maria, Manoel e Loyde
Lavram o termo de nascença,
Da nova Igreja Batista
Que se ergue, sem detença.

Outra família, a de Paula:
Helio, Mathilde e Nair,
Ana Augusto e Alcíno
(Quem quiser, vá conferir),
Junto a Maria Ferreira,
Ao grupo, veio se unir.

Da família Conejero,
Tinha o irmão Benjamim,
Selina, Pedro e Judite,
E também o Valentim,
Tinha a Maria Ferreira,
Jeremias e Joaquim.

Até hoje, a Igreja
Tem membros desta família,
Que jamais deixaram a casa,
Permaneceram em vigília,
Ornamentando o Templo,
Como uma viva mobília.

O irmão José da Silva,
E a Angela de Oliveira,
Junto com Joana da Silva,
Engrossando a fileira,
Com Gemima Vitorino,
Assinam a ata primeira.

Finalmente, a família
Do Pastor está presente,
Cenyra, Jaime e Pedro
Fazem parte da corrente
Dos que assinaram a ata,
Junto com o presidente.

Tinha, ainda, outro irmão,
Cujo nome se apagou,
Na ata, não está legível,
Mas nosso Deus registrou
Nos livros celestiais,
A honra que conquistou.

Harlampio Carlos Russeff
Foi seu primeiro pastor,
Por seis meses, conduziu,
Com empenho e com fervor,
Este pequeno rebanho,
Nos caminhos do Senhor.

Depois dele, toma posse
Pastor Enoque Medrado,
Ficando só cinco meses,
Não sei o que deu errado,
Tendo assumido o comando,
Um irmão designado.

Pois José Alves Teixeira
Assumiu a presidência,
Orientando o rebanho
Com amor e paciência,
Dirigiu, por cinco anos,
Em caráter de urgência.

Era um evangelista,
Sua mensagem era a Cruz,
Mas, vencendo os obstáculos,
A nova Igreja conduz,
Anunciando a todos,
A salvação de Jesus.

No ano cinqüenta e seis,
Em dezessete de abril,
Ele, enfim, foi ordenado,
Prosseguindo no redil,
Por cerca de mais três anos,
Era um servo varonil.

No ano cinqüenta e nove,
No exato três de maio,
O Pastor Harold Benfraw,
Mais veloz do que um raio,
Fica menos de um ano,
Noutro curtíssimo ensaio.

Outro irmão tomou as rédeas,
Assumindo a direção,
Gilberto Viegas Fernandes,
Não deixa o povo na mão,
Mais tarde, em sessenta e dois,
Recebeu a ordenação.

Pastoreia por três anos,
Saindo em sessenta e cinco,
Período em que trabalhou
Com empenho e com afinco,
Deixando portas abertas
Sem chave, tranca e nem trinco.

Depois de ser ordenado,
No ano sessenta e dois,
Botou a casa em ordem,
Tratou de dar nome aos bois,
Empenhado, não queria
Deixar nada pra depois.

Muda o nome da Igreja,
E outra vez, não se engana,
De Água Rasa ela passa
A se chamar Bereana,
Centrada nas Escrituras,
Contra a cegueira insana.

Depois, Isau Simões
Carvalho, um evangelista,
Por nove meses apenas,
Deixa o seu nome na lista,
Dos líderes que dirigiram
A nova Igreja Batista.

Já o Pastor José Angelo,
Outro servo abençoado,
Saiu em sessenta e nove,
Mas não deixou registrado,
Quando foi que ele entrou,
Não sei quem foi o culpado.

Roberto Pereira Vinha,
Foi outro moderador,
Que dirigiu por dois anos,
Na ausência de um Pastor,
Seu esforço, com certeza,
Merece o nosso louvor.

Ficou de sessenta e nove
Ao ano setenta e um,
A ausência de pastores
Não era um fato incomum,
Muitas igrejas passavam
Por períodos de jejum.

O Pastor Pedro Moreno,
O lugar, não esquentou,
Ficou somente um ano,
Muita saudade deixou,
Setenta a setenta e um
Foi quanto se demorou.

No ano setenta e quatro,
Chega o Pastor Mendes Rosa,
Para ficar, por dois anos,
Com vontade e muita prosa,
Dirigindo uma bela Igreja,
Cada dia, mais ditosa.

Pastor Virgilio Severo,
Fica oito meses somente,
Mas a Igreja não para,
Continua indo em frente,
Esperando que chegasse
Um obreiro permanente.

Foram muitos os pastores
Durante os sessenta anos,
Mas destaco o Pastor Enio,
Que transmitiu seus arcanos,
Desde o tempo de aluno,
Aos discípulos bereanos.

Começa em setenta e sete,
Como um bom evangelista,
Seu trabalho dura um ano
(Não perca a data de vista),
Recebe a consagração,
E continua na crista.

Pastoreia mais dois anos,
Deixando o cargo em noventa,
Ninguém consegue esquecer
O que este homem inventa,
Pois faz boneco falar,
Quando a arte se arrebenta.

Aparecido Pereira,
Pastoreia por dois anos,
Começa em noventa e um,
Mas depois muda os seus planos,
Saindo em noventa e três,
Sem prejuízos ou danos.

Laércio de Paula Souza
Foi o próximo Pastor
Ficou menos de um ano,
Era cheio de fervor,
Saiu em noventa e quatro,
Grande servo do Senhor.

Pastor Salvador Soller
(Dez anos de pastorado),
Deixou firme fundamento,
Num período abençoado,
Faz parte daquele time
Que sempre será lembrado.

Chegou em noventa e quatro
E veio para ficar,
Durante dez longos anos
Pode, colher e plantar
Roseiras com seus espinhos
Num período singular.

Toda esta galeria
De corajosos obreiros,
Que enfrentaram batalhas
Como valentes guerreiros,
Eu queria completar,
Nestes versos derradeiros.

Pois eles trouxeram a esposa,
Juntamente com seus filhos,
Que lutaram, junto aos pais,
Para conduzir, nos trilhos,
A Igreja Bereana,
Superando os empecilhos.

A estes bravos soldados
Rendo, aqui, minha homenagem,
Suplicando, ao nosso Deus,
Fervor, empenho e coragem,
E a unção do Espírito
A toda sua linhagem.

Hoje, é o Pastor Geraldo
Quem está na direção,
Enfrentando as tempestades,
Fugindo da contra mão,
Ministrando o ensino,
Promovendo a comunhão.

Encontrou uma Igreja
Com irregular trajetória,
Pelos seus altos e baixos,
Nesta sua curta história,
Mas, que nunca se esqueceu
De buscar, de Cristo, a glória.

Com o neto Lucas e a Eura,
Ele veio pra ficar,
Acredito que isto é bom,
Pois, se alguém quiser contar,
Vai registrar quase vinte
Obreiros neste lugar.

Mas a obra do Senhor
O Pastor não faz sozinho,
Ele precisa de ajuda,
De apoio e de carinho,
Para conseguir vitórias
Neste espinhoso caminho.

Assim caminha a Igreja,
Com firmeza e segurança,
Sob o Som da Criação,
Com amor, fé e esperança,
E um trabalho que visa
A instrução da criança.

Que a irmã Nilza reúne
Sob os seus caros cuidados,
Já foram cerca de cem,
Com incríveis resultados,
Que engrandecem o Reino,
Com frutos multiplicados.

Toda glória a Jesus Cristo,
E o reconhecimento
A todos que cooperaram
Para que este momento
Fosse, hoje, celebrado,
Com alegria e contento.

Salve a Igreja Batista
De Água Rasa e Bereana,
Que, pela graça de Deus,
Não viu quebrada a sua cana,
E caminha triunfante,
Nesta terra paulistana.

Salve os membros da Igreja,
Corajosos e fiéis,
Que atravessaram as tormentas
E os vagalhões cruéis,
Cumprindo, com galhardia,
Seus importantes papéis.

Ide pelo mundo inteiro
 Ganhar almas para a luz!
  Relembro, aqui, a missão
   Explicada por Jesus;
    Jamais deixem de pregar
     A Mensagem de sua Cruz.

      Bebam da água da fonte
       Examinem as Escrituras,
        Rejeitando as heresias
         Escolhendo águas puras,
          Andando em fé e pureza,
           Não temendo a correnteza,
            Amando o Deus das Alturas.

Corinthians, Outra Vez Campeão

Mais uma vez, o Corinthians
É, do Brasil, campeão,
Exibindo garra e força,
Futebol e coração,
Trazendo muita alegria
À sua grande Nação.

Na verdade, ele é Penta,
Ganhar é sua rotina,
Digo isso pra calar
Quem gosta de, na surdina,
Roubar os seus muitos títulos,
Como urubu na rapina.

Ganhou cinco Brasileiros,
Vinte e seis Estaduais,
Já foi Campeão do Mundo,
É preciso dizer mais?
Quanta dor de cotovelo
Destes seus arquirrivais!

Ele foi Tri Campeão
Da tal Copa do Brasil,
Tetra, da Rio-São Paulo,
Sendo um time varonil,
O seu jogo de cintura
Vence o jogo de quadril.

Pequena Copa do Mundo,
Em plena Venezuela,
No ano cinqüenta e três,
O Timão não amarela,
Destrói seus adversários,
Sem lenço, choro e nem vela.

Levantou Taça em Florença
E venceu Copa em Turim,
Ganhou Torneio na Espanha,
Pode acreditar em mim,
Troféu Apolo, na América,
A coleção não tem fim.

Copa da Feira de Hidalgo,
Troféu Ramón de Carranza,
O Torneio Charles Miller,
E grande destaque alcança,
Vencendo a Copa do Atlântico,
Ainda em nossa lembrança.

Ganhou a Copa São Paulo
E a Copa das Nações,
Mais o Torneio de Santos
E Copa dos Campeões,
Todas Internacionais,
E não meras invenções.

Tem ainda vinte e dois
Torneios Especiais,
Alguns jogados no estado
E outros nacionais,
E quase cinqüenta Taças,
Desbancando os animais.

Pois tem Porco inconformado,
Muito Bambi sem dormir,
Bastante Bagre zangado
Sem querer admitir,
Que negar suas conquistas
É papo pra boi dormir.

Mas já fazia dois anos
Que não erguia uma taça,
E muita gente invejosa,
Com mentira e com trapaça,
Negava as suas conquistas,
Brincadeirinha sem graça.

Muito embora o Timão,
O Campeão deste ano,
Não necessite de título,
Porque reina soberano,
Para mim, a maior honra
É ser um Corintiano.

Dedico, assim, estes versos,
Com muito orgulho no peito,
A todos os invejosos,
Que não enxergam direito;
A todo rival honesto,
Meu mais profundo respeito.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Pastor Renê

Por Carlos Alberto Fernandes da Silva

Ao começar estes versos,
Eu rogo a graça divina
(Costume dos cordelistas,
Que não chega a ser rotina),
E a luz de nosso Deus,
Que inspira e ilumina.

Pois quero homenagear
Um aniversariante,
Que não parou no caminho,
Mas prosseguiu adiante,
Mostrando, na caminhada,
A coragem de um gigante.

Falo de Renê Feitosa,
Pastor, professor, obreiro,
Que chega aos noventa anos,
Saudável, lúcido, inteiro,
Recebendo as honrarias
Como um Velho Guerreiro.

Alguém disse e eu concordo
E, nesses versos, repito,
Porque, além de verdade,
É um conceito bonito,
A respeito da grandeza,
Que, humildemente, admito.

Alguns homens nascem grandes,
Outros conquistam a grandeza
Porém outros receberam
(E disso, tenho certeza),
Uma missão grandiosa,
Que lhe conferiu nobreza.

Paulo, nosso grande Apóstolo,
Disse, mostrando fervor,
Que a sua capacidade,
Vinha das mãos do Senhor,
A quem prestamos a honra,
A majestade e o louvor.

Pois pela graça de Deus,
No dia doze de agosto,
Do ano de vinte e um,
Nasceu, sentindo o gosto
De ser filho primogênito,
Galgando o primeiro posto.

Antes dele Galileu,
Morreu ainda criança,
Deixando uma enorme dor
E uma eterna lembrança,
A vinda do Renezinho
Trazia uma nova esperança.

Filho de pai militar
Que lhe ensinou disciplina,
Patriotismo e dever,
Tudo o que não mais se ensina,
Seguir os passos do pai,
Tornou-se, então sua sina.

Sua mãe, sempre exalando
Atitudes amorosas,
Para criar os seis filhos,
Não viveu num mar de rosas,
Mas Deus tinha reservado
Surpresas maravilhosas.

Manoel Conrado Feitosa
Encontrou-se com o Senhor,
Que mudou seu coração,
Dando-lhe fé e amor,
Viveu com dedicação,
Temor a Deus e fervor.

A sua esposa, Otavia,
Acompanhou o marido,
Teve um encontro com Cristo,
E o seu dever cumprido
Na conversão de seus filhos,
Um favor imerecido.

Adalberto e Moacir,
Rômulo, Odete e  Naor
Foram os outros cinco filhos,
E os frutos deste amor,
Três dos varões abraçaram
A vocação de Pastor.

Remulo viveu alguns meses,
Deixando recordação,
Ficou, pra sempre, guardado
Na mente e no coração,
Seria, nesta família,
Mais um querido irmão.

Teve a Terezinha e a Débora,
As irmãs desconhecidas,
Pois, bem cedo, o Senhor
Recolheu as suas vidas,
Deixando uma grande saudade,
Depois de suas partidas.

Embora de Curitiba,
Veio para Aquidauana,
Onde conheceu uma moça,
Bela, charmosa e bacana,
O coração bate forte
E o rapaz não se engana.

Casam-se no mês de maio
Exatamente em quarenta,
Nos braços de Idelguita,
A solidão, afugenta,
Pois formar uma família,
O jovem casal intenta.

Vieram os filhos: Reuel,
Uziel e Idelzora,
Sonja, Loíde, Jeziel,
Pois a mãe e protetora,
Na faculdade da vida
Foi mais que uma doutora.

No ano cinqüenta e um,
Termina a Teologia,
Que a partir de então,
Segue em sua companhia,
Pois ministra a Sistemática,
Com amor e euforia.

E, no Rio de Janeiro,
Lugar onde se formou,
Pastoreia por seis anos,
Na cidade que marcou
Grande parte de sua vida,
Pelo tempo que morou.

Depois, segue pra Goiânia,
Debaixo da direção
Do Deus Senhor da Seara,
Promovendo a fundação
Da IV Igreja Batista,
Que guarda no coração.

Por seis anos e oito meses,
Dedicou-se ao pastoreio
Daquele amado rebanho,
Com amor e sem receio
Das investidas malignas,
Jesus foi o seu esteio.

Volta ao Rio de Janeiro,
Desta vez, para Queimados,
O rebanho precisava,
Urgente, de seus cuidados,
Neste tempo conviveu
Com muitos irmãos amados.

Vai para Belo Horizonte,
A Igreja de Carlos Prates
Pedia a sua assistência
E direção nos combates
Que travava pelas vidas
Que aguardavam resgates.

Por este tempo, o Espírito
Sacudia o país,
Despertando as igrejas,
Período bom e feliz,
Um seminário surgia,
Brotava uma nova raiz.

Ele assume a direção,
Formando muitos pastores,
Dispostos ao sacrifício,
Necessidades e dores
E, pela obra de Deus,
Explodindo de amores.

O STEB, que ensinava
A Palavra com unção,
Formou milhares de jovens
Que tinham uma vocação,
E aprenderam com ele
O valor da oração.

Eu estive entre os alunos
Que beberam desta fonte,
Das mensagens e das aulas,
No Belíssimo Horizonte,
Tal qual os Doze Discípulos,
Ouvindo o Sermão do Monte.

Longe dele, os alunos
(Faço aqui uma confissão),
Não lhe chamavam Pastor,
Professor ou Capitão,
Entre os colegas, ele era,
Simplesmente, Renezão.

Que me ensinou Teologia,
E me fez seu assistente,
Ato que jamais esqueço
Porque me deixou contente,
Após trinta e sete anos,
Continuo no batente.

Cumprida a sua tarefa,
Ele assume a direção
Da gloriosa ESMI,
Escola com a missão
De formar missionários
Para a evangelização.

Sendo um bom professor
E organizador nato,
Ele arregaça a manga
E cumpre bem o mandato,
Plantando os fundamentos,
Trabalho sério e sensato.

Centenas de pregadores
Desta escola de missões,
Espalhados pelo mundo,
Em diferentes nações,
Praticam o que aprenderam
Nas suas ricas lições.

Dá preciosa ajuda
Ao filho, Pastor Reuel,
Travando lutas com Deus,
Na obra de Peniel,
Uma vez mais, demonstrando
Ser um obreiro fiel.

Vê esta obra crescendo,
Ultrapassando fronteiras,
Propagando-se, também,
Nestas terras brasileiras,
Resgatando os oprimidos
E aumentando as fileiras.

Em Salvador, na Bahia,
Surge um novo desafio,
Pois a Igreja Batista,
Com seu púlpito vazio,
Convida-o e ele assume,
Fugir não é seu feitio.

Depois disto, ele aceita
Um convite especial,
Indo além das fronteiras
Do cenário nacional,
Vai aos Estados Unidos,
Seguindo um novo ideal.

E durante onze anos,
Cumprindo o seu ministério,
Realiza o seu trabalho
Árduo, espinhoso e sério,
Pastorear é seu dom,
Exercido sem mistério.

Aos oitenta e oito anos,
Aceita ser o Pastor
Da Igreja em Campo Grande,
Com a mesma garra e amor,
Que tinha na juventude,
Pois não lhe falta o fervor.

Sem a esposa Idelguita,
Que encerrou a carreira,
Mãe amável e exemplar,
Mais que fiel companheira,
Pastor Renê continua
Com a família na esteira.

Completa noventa anos,
Com garra, empenho e vigor,
Tendo, do pai, a firmeza;
De sua mãe, o amor;
De Cristo, a força e a vitória;
E do Espírito, o ardor.

Louvo a Deus, o Grande Oleiro,
Que, usando o barro, formou
Este vaso escolhido,
A quem, um dia, chamou
E deu vitória em todas
As lutas que enfrentou.




Rendo, assim, minha homenagem,
 Escrita neste cordel,
  Nas linhas desses meus versos,
   Esperando ser fiel.

    Falo em nome da família
     E dos amigos presentes,
      Incluindo as ovelhas,
       Todos estamos contentes;
        Obrigado, Pastorzão,
         Sua vida e sua missão
          Ainda geram sementes.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Em Casa que Mulher Manda

Por Carlos Alberto Fernandes da Silva

Em casa que mulher manda,
Até galo canta fino,
Já dizia um velho adágio
Do folclore nordestino,
Entretanto, ela mandar,
Não é surpresa, é destino.

Pois, quando Deus pôs, no mundo,
O primeiro homem, Adão,
Este vivia sozinho,
Descuidado e peladão,
Bem barbudo e desleixado,
Um verdadeiro machão.

Sua casa era uma beleza,
Sem móveis, desarrumada
(Não havia uma mulher
Trabalhando de empregada),
Depois do expediente,
Ele não fazia nada.

Embora não existisse
O jornal e o joguinho,
Nem sequer televisão
Para ele ver, sozinho,
Havia a necessidade
De tirar um cochilinho.

Dormia a qualquer hora,
Sem ouvir reclamação,
Vivia com a macacada,
Com as onças e o leão,
Era o rei do paraíso,
Não havia oposição.

Nesse tempo ele não tinha
Uma hora de chegar
Do serviço, no Jardim
Que vivia a cuidar,
Na companhia dos bichos,
Nem via a hora passar.

Às vezes, chegava cedo,
Em outra, chegava tarde,
Isso não era problema
E ninguém fazia alarde,
Era um cabra corajoso,
Não nasceu pra ser covarde.

Não havia hora de almoço,
De café ou de jantar,
Para dormir, só bastava
O sol, no céu, se apagar
E quando o galo cantava,
Era hora de acordar.

Sem pressa e nem correria,
Vida calma e sossegada,
Sem problemas no futuro,
Nem preocupação com nada,
Livre como um passarinho,
Sua vida era uma barbada.

Ele comia na sala,
No quarto, sala e galpão,
E deixava a louça suja
Espalhada pelo chão,
Não forrava a sua cama,
Nem limpava o fogão.

Levava sempre pra casa
Os animais do Jardim,
Sua mesa estava cheia
De gato e de guaxinim,
Leões entravam e saiam,
A festa não tinha fim.

Entrava com os pés sujos,
De sapato, ia dormir,
E não escovava os dentes
Nem na hora de sair,
Mostrava dente amarelo,
Quando estava a sorrir.

Espalhava os apetrechos
No que ele chamava lar,
O lixo em frente de casa
Continuava a jogar,
E o melhor: não havia
Ninguém para reclamar.

Apesar desse sossego
E viver num mar de rosa,
Faltava uma companheira
Dedicada e amorosa,
Para dividir a vida
E tirar aquela prosa.

Mas o homem adormeceu
Sonhando com a companheira,
Que Deus, de sua costela,
Fez real e verdadeira,
Era tudo o que faltava
Pra acabar com a brincadeira.

E eis que surge a mulher
Um ser belo e delicado,
Meigo e muito carinhoso,
E, além de tudo, educado,
A paz do velho machão
Tava com o prazo contado.

Pois, após sua criação,
A mulher ocupa o espaço,
E o homem, que vivia
Tranquilo e sem embaraço,
Já não manda mais em nada,
Nem sequer no seu pedaço.

Ele passa a usar roupa
E a andar perfumado,
Não pode mais ter chulé
Tem que viver penteado,
Tomar banho todo dia,
Viver sempre barbeado.

Inventou desodorante,
Para passar no sovaco,
E espantar, para longe,
A catinga de macaco,
Para carregar pacotes,
Já não podia ser fraco.

Em casa, tem novas regras,
Nada de bicho por perto,
Tudo na perfeita ordem,
Lugar e momento certo,
A vida de paraíso
Ia virando um deserto.

Arrotar é proibido,
Gases, nem imaginar,
Falar alto agora é feio,
Sapato tem que guardar,
Tem que aprender bons modos
E a se organizar.

Chegar em casa mais cedo
Torna-se obrigação,
Adeus joguinho com os bichos
Ou outra recreação,
Trabalhar o dia inteiro
É a vida de Adão.

E como se não bastasse,
Foi expulso do paraíso
Por causa da companheira,
Que, de surpresa e sem aviso,
Recebeu, e que o deixou
Bem louco, leso e liso.

Ele teve que encontrar
Tempo para ir à feira,
Fazer compras no mercado,
Visitar a costureira,
Passar no cabeleireiro,
Junto com a companheira.

Tinha que ouvir o relato
E as novidades do dia,
Quando chegava cansado,
Nem sentar ele podia,
- Leve o lixo e traga lenha,
Era o que ele ouvia.

- Está faltando comida,
A dispensa está vazia,
Você não ajuda em nada,
Ela sempre repetia,
Disfarçando a cara feia,
Ele sempre atendia.

Tinha que sair com ela,
Pra passear, é verdade,
E foi num passeio desses
Que ela viu uma novidade,
E o fruto proibido
Despertou curiosidade.

Não que a mulher mandasse,
Ela apenas lhe pedia,
E se ele não atendesse,
Era aquela baixaria,
Com lágrimas e chantagem,
Tudo, ela conseguia.

Pois mulher inteligente,
Nunca precisou mandar,
Mesmo o maior machão,
Faz o que ela imaginar,
E ainda fica pensando
Que é o rei do lugar.

Basta o olhar de uma mulher
Para machão falar fino,
Não importa se é gaúcho,
Se é paulista ou nordestino,
Elas sempre dominaram,
Do mais santo ao mais cretino.

Quem manda é mesmo a mulher,
Isso é fato consumado,
Tem o homem consciente
E também o enganado:
Machão, na frente dos outros
E, em casa, pau mandado.

Mas existe e mulher burra
Que tenta mandar no grito,
Essa enfrenta oposição,
Resistência e atrito,
Porque mandar desse jeito
Não é certo e nem bonito.

Por isso, eu não concordo
Com esse antigo ditado,
Ele não diz a verdade,
Está mais que equivocado,
Desde que a mulher surgiu,
É ela quem tem mandado.

Se galo cantasse fino
Em casa que mulher manda,
Dava pra formar coral,
Acompanhado por banda,
De sopranos de opereta,
Cantando em cada varanda.

É claro que ainda existem
Meia dúzia de machões,
Bancando os reis do pedaço,
Invencíveis e durões,
Sujos e desarrumados,
Estão fora dos padrões.

São criaturas que vivem
No período das cavernas,
Não viram raiar o dia,
Presos a trevas eternas,
Que resistem ao avanço
Da luz das eras modernas.

Dizem que - manda quem pode,
Quem tem juízo, obedece,
Com as pessoas normais
É o que sempre acontece,
Eu tento ser diferente,
Essa é a minha prece.

Como bom paraibano,
E convicto machista,
Dessa turminha mandada,
Não faço parte da lista,
Não ligo quando me chamam
De atrasado e egoísta.

Em casa, sou em quem manda,
Acredite se quiser,
Não importa o que aconteça,
E haja mesmo o que houver,
Mas a última palavra
Quem dá é minha mulher.

Os Dois Caminhos

      Por Carlos Alberto Fernandes da Silva


Jesus disse, certa vez,
Causando perplexidade,
Que ele é: - O caminho
E a vida e a verdade,
Só ele conduz ao Pai.
Enorme realidade.

Está escrito na Bíblia,
No Evangelho de João,
Capítulo quatorze e seis
(Faça uma constatação),
Esta importante verdade
Acerca da salvação.

Quem acredita que todos
Os caminhos levam a Deus,
Não leu o que o Mestre disse,
No Evangelho de Mateus,
Capítulo sete e treze,
Num discurso aos judeus:

- Entrai pela porta estreita,
Que leva à salvação,
Porque a porta espaçosa
Conduz para a perdição,
Pela estreita, vão poucos,
E na larga, uma multidão.

Neste dia, ele mostrou
Que existem dois caminhos:
Um largo e espaçoso,
Tranquilo, sem torvelinhos,
Outro estreito e apertado,
Difícil e cheio de espinhos.

Segundo suas palavras,
Muitos trilham o espaçoso,
Que embora leve à morte
E seja bem perigoso,
A maioria o procura,
Porque ele é prazeroso.

Já o caminho estreito,
Difícil e sacrificado,
É trilhado por aqueles
Que se afastam do pecado,
Sendo, que, por pouca gente,
Este caminho é trilhado.

Por isto Jesus nos deu
Uma grande exortação,
Para que houvesse esforço
E muita dedicação,
Já que é largo o caminho
Que leva à condenação.

Não há outra alternativa,
Nem a terceira opção,
Também não existe atalho
Nem tampouco contramão,
Quem não toma a estrada estreita,
Caminha pra perdição.

Tem gente que não se importa
Com o destino da alma,
Não pensa no criador,
Diz que isto só traz trauma,
Mas na vida, não consegue
Alcançar nem paz, nem calma.

Pois a salvação de Cristo,
Além da vida futura,
Garante, na atual,
De acordo com a Escritura,
Alívio, ânimo e paz,
Em meio a toda agrura.

Não pensar na alma é
Irresponsabilidade,
O julgamento final
É uma realidade,
Morrer sem a salvação
É mais que temeridade.

Jesus mesmo ensinou
(Pra quem quiser aprender),
A respeito de quem pensa
Somente em enriquecer:
- De que vale ter o mundo,
Porém, a alma perder?

A salvação é um dom,
É Deus quem nos dá, de graça,
Seu preço Jesus pagou,
Sofrendo grande desgraça,
Dando sua vida na cruz,
Por toda a humana raça.

Perguntaram para Paulo:
- Que faço para ser salvo?
Uma pergunta importante,
Cuja resposta eu ressalvo:
- Creia no Senhor Jesus!
E acertou bem no alvo,

O próprio Senhor Jesus
Deixou isto explicado,
Ao dizer: - E todo aquele,
Que crer e for batizado,
Será salvo, e quem não crer,
Na certa, está condenado.

Pedro disse aos judeus,
Num especial momento,
Que Deus espera do homem
Fé e arrependimento,
Para receber, na vida,
Restauração e alento.

Está no Livro de Atos,
No dia de Pentecostes,
Quando o Cristo triunfante
Sobre as poderosas hostes
Enviou seu Santo Espírito,
Na entrega dos priostes.

Paulo disse, aos Efésios,
Com a sua autoridade:
- somos salvos pela graça
E pela fé de verdade,
Se nossas obras salvassem,
Levariam à vaidade,


- A graça é dom de Deus,
Não tem origem humana.
Por isso, tem muita gente
Que nesse assunto se engana,
Troca a fé pelas obras,
E ainda se ufana.

Capítulo três: dezesseis
Do Evangelho de João,
Jesus disse o seguinte,
Acerca da salvação:
O amor de Deus foi tanto,
Que moveu seu coração.

E deu seu único Filho,
Para toda a humanidade,
A fim de que todo homem
Creia nele de verdade,
Para não ser condenado
E ganhar a eternidade.

Deus oferece seu dom,
Para aquele que quiser,
Criança, jovem adulto,
Velho, homem ou mulher,
Entregue sua vida a Cristo,
Do jeito que estiver.

Fé e arrependimento,
Esta é a condição,
É o caminho estreito
Que conduz à salvação,
Só Jesus pode salvar
Da grande condenação.

Escrevendo aos Romanos,
Paulo vem acrescentar
Que a fé do coração
É preciso confessar,
Confesse a Jesus, agora,
Não deixe a chance passar.

Jesus Cristo veio ao mundo
Pra salvar o pecador,
Ele é o dom de Deus,
O Filho de seu amor,
É a porta e o caminho,
Não há outro salvador.


Finalmente, no Evangelho
De João, capítulo um,
Nos versículos dez e onze,
Uma promessa incomum,
Daquelas que não se acha,
Na certa, em lugar nenhum.

- Quem crê em Cristo se torna
Um real filho de Deus,
Pois embora ele tenha
Vindo para os judeus,
Todo aquele que o recebe
É mais um dos filhos seus.

Não jogue fora essa chance,
Receba, agora, o perdão,
Creia no Filho de Deus,
Fuja da condenação,
Confesse o nome de Cristo,
Só nele há salvação.