segunda-feira, 14 de julho de 2014

E Quem Fiscaliza a Globo?

Talvez não existam armas
Mais cruéis e mais letais
Do que microfone e câmara,
No ar, lançando sinais,
Capazes de assustar
O mais forte dos mortais.

Seja em tom de brincadeira,
Causando constrangimento,
Ou pegadinhas infames,
Dependendo do momento;
Quem se vê diante delas
Vive um terrível tormento.

Além de causarem Pânico,
Em forma de Telegrama,
Ou transformando em palhaço
Dependendo do Programa,
Desgraçam o pobre coitado
Que escorregar nesta lama.

Existe aquele que cobra,
Mas de jeito desumano,
Constrangendo o faltoso,
Como faz aquele ‘mano’,
Enquanto constroi a imagem
De político herculano.

A Lei devia ser rígida
Para o tal comportamento,
Que transforma em Super Homem,
Quem causa constrangimento,
E humilha o oponente,
Se estiver desatento.

Aquela Rede famosa,
Conhecida como a Globo,
Tem até Fiscal do Povo,
Com arrogância e arrobo,
Cobra das autoridades
E faz qualquer um de bobo.

Logo cedo sob o lema,
Pasmem, de Tudo Anormal,
Como grande justiceira,
Reta, exemplar, leal,
Cobra como se estivesse
Acima do bem e o mal.

E depois inda ameaça
De novo, exibir no ar,
Fazer uma nova ‘visita’
Se, ali, nada mudar,
Em nome da imprensa livre,
Não tem pena de pisar.

Na telinha, encurralados,
Poucos mantêm a postura,
Enfrentar o desafio
É mesmo parada dura,
Enquanto o repórter testa
O seu jogo de cintura.

Embora esteja no título,
Eu vou perguntar de novo,
Pois cansei de ver pessoas
Pisando em casca de ovo,
Ela tem autoridade
Para ser Fiscal do Povo?

Pois ela traz, à família,
Terrível dissolução,
Impondo, em suas novelas,
Nudez e depravação,
Deturpando, em seus enredos,
Os costumes da nação.

Sua força é a novela
Fonte de vício e mais nada,
Audiência obrigatória
De gente desocupada,
Que fica engolindo tudo,
Caindo numa emboscada.

Tais novelas deseducam
E corrompem a juventude,
Ensinam sexo e nudismo,
De forma grosseira e rude,
A moda é o beijo gay,
E a muitos ela ilude.

Além das novelas, tem
O programa do Bial,
O famoso Big Brother,
Mostrado em tempo real,
Vagabundagem e luxúria,
Ao vivo, no seu canal.

Manipulando a nação,
Pôs e depôs Presidente;
Com produções impecáveis,
Faz o que quer com a gente;
Quando é o ano da copa,
Quer ver o Brasil pra frente.

Mas sua realidade
É por o Brasil pra trás,
Cobrar pra esconder seus erros,
Campo em que é bem capaz,
Mas ninguém cobra da Globo,
Todos a deixam em paz.

Apoio a imprensa livre
E sou contrário à censura,
Não quero ver o Brasil
Voltando pra ditadura,
Mas a manipulação,
Para mim, é uma tortura.

Sei que falta compromisso
Em nossas autoridades,
O povo tem que cobrar,
São duas grandes verdades,
Mas a postura da Globo
Exala insinceridades.

Enquanto isso ela cobra,
Como se fosse um lobo
Que assusta o oponente,
Mostrando o seu ar de probo,
Motivo da indagação:
E quem fiscaliza a Globo?

Esta pergunta tão simples
Tem uma fácil resposta:
É quem possui o controle,
E só assiste o que gosta,
Desligando o que não presta,
Essa é a minha proposta.
Alemanha Sete Brasil Um


O Brasil perdeu de sete
(A conta do mentiroso),
Mesmo tendo cinco estrelas
E seu passado garboso,
Só conseguiu fazer um,
Num joguinho horroroso.

É disso que vou falar
E peço que me escutes:
No Mineirão, nosso escrete
Tentou barrar os chucrutes,
Mas nos deixaram ‘de quatro’
Inda sentaram três chutes.

O total de sete gols
Gente sã não imaginava,
A tempestade alemã,
Que, sobre nós, desabava
Parecia, ao nosso escrete,
Ataque de vaca brava.

Filipão emudeceu,
Parreira continuou
Com a cara de babaca,
Da qual jamais se livrou,
E o Murtosa, outro inútil,
Reação não esboçou.

Faltou comando de fora
E também dentro do campo,
Os gols se multiplicavam
Como surto de sarampo,
A total paralisia
Substituiu o trampo.

David Luis, o valente,
Também fora de ação,
Mostrava que andorinha
Sozinha não faz verão,
Perguntava: oh Deus do céu,
Por que tal desolação?

Julio Cesar, o nosso herói,
Vestiu luvas de alface,
Não segurava a bola,
E com sua bela face,
Trocou o riso por lágrimas,
Vendo um gol a cada passe.

Onze 'Brutus' o cercaram,
Sete golpes foram dados,
Nosso 'Imperador' caiu
Sem contar com seus soldados,
Que, de longe, observavam
Mudos e paralisados.

O Marcelo, atordoado,
Vendo se mexer a rede,
Repetia: não fui eu,
Já saciei minha sede,
Só não morreu encostado
Por falta de uma parede.

Bernard, perdido em campo,
Tinha pernas de tristeza,
Colocá-lo nesta fria
Chegou a ser malvadeza,
Este menino de ouro
Não exibiu realeza.

Hulk, o forte conterrâneo,
Numa apatia profunda,
Viu que para este Golias
Não bastava uma grande funda,
Foi sacado do gramado,
Numa atitude imunda.

No gramado, amarelou,
Ao invés de esverdear
E se transformar num monstro
Pronto para esmagar
O ‘fracote’ oponente,
Que tentasse avançar.

Os Três Patetas; Filipe,
Carlos Alberto e Murtosa,
Percebendo a cor do mar
(Vermelha e não cor de rosa),
Tentavam bancar Moisés,
Sem a vara milagrosa.

Escalaram o time mal,
Sem nenhum entrosamento,
Com total insegurança,
Por falta de treinamento,
Deixando que cinco estrelas
Fossem levadas ao vento.

Oscar, parado na frente,
Nem enxergava a bola.
Os chucrutes, ao contrário,
Sem temer mordida ou sola,
Praticavam, livremente,
O que treinaram na escola.

Marcou nosso gol de honra,
Numa atitude isolada,
Mas pouca coisa salvou
De uma equipe estuprada,
Diante de nossa gente,
Aos olhos da criançada.

Fred, múmia paralítica,
Não mudou de atitude,
Continuou uma estátua,
Com defensor no seu grude,
Se a natureza o marcava,
Imagina um beque rude.

Foi sacado quando era
Para nós, tarde demais,
Saiu do campo, quem sabe,
Pra não regressar jamais,
Sua presença no time
Só foi motivo de ais.

O Maicon dançava Thriller,
Cercado de assombração,
Os zumbis que atacavam
Com bela coordenação,
Resgataram a antiga áurea
Do bom guerreiro alemão.

O Dante, não o poeta,
Mas o baiano moderno,
Relembrava a obra clássica,
Reescrevendo o Inferno,
Naquele espaço de tempo,
Que se tornará eterno.

Fernando Rosa, pra nós,
O querido Fernandinho,
Vendo os gaviões malvados
Saqueando o nosso ninho,
Não deu conta do recado,
Jogando quase sozinho.

As entradas de William,
Ramires, também Paulinho
Foi como lançar alguém
Dentro de um torvelinho,
No dia em que o Mineirão
Não passou de um Mineirinho.

Neymar e Tiago Silva
Escaparam do vexame.
Não sei se, dentro do campo,
Passariam no exame,
Ou receberiam ippon
Naquele triste tatame.

Os chucrutes nos deixaram
De quatro, sem piedade,
Nos chutaram inda três vezes,
Com total perversidade,
Sete gols naquele jogo
Que nos deixou na saudade.

Deixaram até mesmo o Klose
Desbancar o Ronaldão,
Num golzinho mixuruca,
Sem graça e sem vibração.
O craque deixou o pódio,
Pra dar vez ao ancião.

O brasileiro, educado,
Não saiu no ponta pé,
Nem mesmo quando a torcida,
Em coro, gritava olé.
Humildemente, rezavam
Pelo fim deste banzé.

Os chucrutes, em delírio,
Mal escondiam o sorriso,
Pois a organização
Superava o improviso.
Dar show não é necessário,
Porém vencer é preciso.

Os Três Patetas, depois,
Falaram em sua defesa,
Explicando o inexplicável,
Sem porem cartas na mesa,
Enquanto o Brasil inteiro
Amargava esta tristeza.

Mas ficou uma lição
Para não ser esquecida,
Perdemos somente um jogo,
Pois, em frente, segue a vida:
Eles permanecem ricos
E nossa gente, falida.

Daqui a mais quatro anos
Tudo volta ao seu começo,
Nosso povo na esperança,
Eles aumentando o preço,
Mas aquele triste jogo,
Dificilmente, eu esqueço.

A ordem é seguir em frente,
Esperar pelo amanhã,
Aguentar a Alemanha
Como tetra campeã,
E crer que nossa torcida,
Com certeza, não foi vã.

Talvez, um dia, o hexa,
Nos dê, o neutro destino.
Eu creio, sou brasileiro;
Eu luto, sou nordestino.
Difícil mesmo é aguentar
Piadinha de argentino.