quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Se Não Houvesse o Natal

Carlos Alberto Fernandes da Silva


Se não houvesse o Natal,
Nem o menino Jesus,
Teríamos brilho e cores,
Mas não teríamos luz,

Se não houvesse, em Belém,
A humilde estrebaria,
Teríamos divertimento,
Em lugar de alegria.

Se não houvesse os anjos
Cantando o que a Deus apraz,
Teríamos tranquilidade,
Mas não teríamos paz.

Se não houvesse o homem-Deus,
Dos céus, trazendo o perdão,
Haveria uma belas história,
Mas jamais a salvação.

Se não houvesse a dádiva
De Jesus, o Salvador,
Viveríamos sem Deus,
Sem conhecer seu amor.

Se não houvesse a Bíblia
A mensagem celestial,
Teríamos contos e lendas,
Que não seriam Natal.

Natal é prova de amor,
Caminho, vida e verdade,
Paz, alegria e perdão
De Deus à humanidade.

Deixe o menino Jesus
Tornar sua vida real,
Receba a paz e o perdão,
E um verdadeiro Natal!

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Absalão – A História de Um Filho Mal Criado

Carlos Alberto Fernandes da Silva


Eu sempre rogo a meu Deus
Luz do céu e inspiração,
Quando tomo o papel
E a caneta em minha mão,
Principalmente ao falar
Sobre o jovem Absalão.

Para quem não o conhece,
Nem leu o que foi escrito,
Foi filho do Rei Davi,
E criador de atrito,
Entre muitos personagens,
Foi chamado o mais bonito.

Mas não basta um bom berço,
É preciso disciplina
Para educar um filho,
Sem culpar a triste sina,
Sua grande vaidade
Veio a ser sua ruina.

O Rei Davi foi o homem
De acordo com o coração
De Deus, mesmo assim falhou
No quesito educação,
E muito ajudou na queda
Do seu filho, Absalão.

Pois teve várias mulheres,
No passado, permitido.
Teve dezessete filhos,
Porém o seu preferido
Sempre foi Absalão,
Desleal e convencido.

Este tinha uma irmã,
Cujo nome era Tamar,
Não sei se nasceram outras,
Mas dá para imaginar,
Dezessete contra uma,
Um indigesto placar.

Absalão, quer dizer
Notem, ‘o meu pai é paz’,
Maaca, uma princesa
Era a mãe deste rapaz,
Filha do Rei de Gesur,
Diga mais quem for capaz.

Era o terceiro filho,
Amnom e Daniel
Nasceram bem antes dele,
E o trono de Israel
Já tinha dois pretendentes,
O destino foi cruel!

Nascido no ano 1.000
Antes da era cristã,
Dono de rara beleza,
Vaidade tola e vã,
Tinha a jovem Tamar
Como única irmã.

Sua enorme cabeleira
Destacava a vaidade
Daquele jovem perfeito,
Desde a sua tenra idade,
Porém beleza nem sempre
Rima com capacidade.

Era muito ambicioso,
Desleal e agressivo,
Mostrou-se maquiavélico,
Quando achou um bom motivo,
Pois por causa de Tamar,
Foi cruel e vingativo.

Porque seu irmão, Amnom
Veio a se apaixonar
(Sei que para os leitores´
E difícil acreditar),
Pela irmã de Absalão,
A bela jovem Tamar.

Ela era sua irmã,
Claro, por parte do Pai.
Mas tornou-se  obsessão
Daquela que nunca sai,
E a pior das loucuras,
Cometer, o jovem vai.

Ele finge estar doente
E solicita Tamar,
Queria comer um bolo,
Ela veio preparar,
Mas aí forçou a moça
A com ele se deitar.

Após consumar o ato,
Sentiu enorme aversão,
Pois isso é o que acontece
Quando impera a vil paixão
Disfarçada de amor,
Dominando um coração.

Ele manda a moça embora,
Depois de ser ultrajada,
Apesar de implorar,
A jovem sai humilhada.
Ao saber, Absalão
Quer sua honra lavada.

Finge abafar o caso
E planeja, enfim, a morte
Do cruel conquistador,
Que vai precisar de sorte,
Pois o belo Absalão,
Na crueldade, é mais forte.

O Rei Davi, diz o texto,
Ficou triste e indignado,
Mas ninguém ficou  sabendo,
Se Amnom foi castigado,
Absalão, por dois anos
Ficou quietinho e calado.

Depois disso armou um plano
Pra liquidar o irmão,
Convidando a família
Para uma reunião,
Os seus servos ajudaram
Nesta sua má ação.

O Rei Davi, sempre ausente,
Muito embora convidado,
Não foi se juntar aos filhos
(Não queria ser pesado),
Mais uma vez lamentou
O terrível resultado.

Absalão insistiu
Em receber o irmão,
Pois já tinha preparado
Uma grande traição,
O Rei Davi permitiu,
E caiu no alçapão.

Depois de uns goles de vinho,
Em total embriaguez,
Amnom é atacado,
Virando a bola da vez,
Os irmãos fogem, com medo
Do que Absalão fez.

Para escapar da ira
Do Rei Davi, o seu pai,
Absalão se esconde
No lar do avô, Talmai,
Durante três longos anos,
Ele balança e não cai.

Depois disso, ele pede
Permissão pra retornar,
O velho Davi vacila
E deixa o filho voltar,
Será que Absalão
Resolveu mesmo mudar?

Durante dois longos anos,
Não viu a face do Rei,
Mas Joabe, o capitão,
Abrandando a dura lei,
Aproxima pai e filho,
Mas o motivo eu não sei.

Mas sei que sua maldade
Mais e mais vai aumentando,
Pois um novo triste plano,
Aos poucos vai engendrando,
As omissões de seu pai,
Com ele, vai cooperando.

Absalão, perdoado,
Ambiciona a coroa,
Só tinha um irmão à frente,
Porém a notícia boa
É que tinha sangue azul,
Um detalhe nada à toa.

Primeiro, tenta mostrar-se
Bem melhor que o ancião,
Mostrava ser bom juiz,
Fazendo comparação,
Numa concorrência aberta
Visando a usurpação.

Mas depois de quatro anos
De seu exílio forçado,
Absalão se julgava
Bem mais do que preparado
Para assumir o trono,
Desde há muito, desejado.

Ele vai para Hebrom,
Reúne a população,
Forçando o pai a fugir
Cruzando o Rio Jordão,
Nas terras de Maanaim,
Em total humilhação.

Absalão, prosseguiu
Dando asas à maldade,
Profana o leito do pai,
Pratica imoralidade
Diante dos habitantes
Da sua antiga cidade.

Enquanto isso, Joabe,
O supremo comandante,
Preparava uma estratégia
Contra o jovem meliante,
Atraindo-o aos bosques,
Armando um plano brilhante.

Abisai junto a Itai
Auxiliaram Joabe,
Formando três divisões,
Atitude de quem sabe,
Cercando o jovem rebelde,
Antes que a dia acabe.

Eles vencem os oponentes
Com certa facilidade,
Muitos fogem da batalha,
Foi dura a realidade
Deste sonho ambicioso,
Eivado de falsidade.

O Rei, sempre protetor,
Pediu poupassem o seu filho,
Mesmo sendo desleal,
Andando fora do trilho,
Atitude de fraqueza
Que muito ofusca o seu brilho.

Absalão enganchou-se,
Com a vasta cabeleira,
Num galho de um carvalho,
Sendo a vítima certeira
Das flechadas de Joabe,
Na batalha derradeira.

Outros dez lhe acertaram,
Sua vida chega ao fim,
Pendurado numa árvore,
Ele permanece assim,
Sendo, depois, enterrado
Nas florestas de Efraim.

O Rei soube do ocorrido,
E caiu em grande choro,
Mas com certeza, ninguém
Quis com ele fazer coro,
Pois aquela sedição
Foi um grande desaforo.

Enquanto isso o Rei,
Não parava de chorar:
Absalão, eu queria
Ter morrido em teu lugar.
Era um pai amoroso,
Isso eu não posso negar.

Mas quem não educa o filho
E só pensa na beleza,
Esquecendo a disciplina,
Pode ter uma surpresa,
Ao saber que alimentava
Uma cobra em sua mesa.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A Olimpíada do Rio
Carlos Alberto Fernandes da Silva

Brasil, país do futuro,
Que não foge ao desafio,
Após a Copa do Mundo,
Onde não mostrou seu brio,
Tenta demonstrar valor
Na Olimpíada do Rio.

As águas da Guanabara,
De um mar nada bravio,
Espumejando sujeira
Capaz de afundar navio,
Recebem navegadores
Da Olimpíada do Rio.

A incandescente tocha
Quase fica sem pavio,
Ao enfrentar os ataques
Sem, porém, dar um só pio,
Retrata bem a importância
Da Olimpíada do Rio.

Com presença de mulatas
Que seguirão qualquer trio,
Na quentura desta terra,
Um pouco avessa ao frio,
Vai ter festa a noite inteira
Na Olimpíada do Rio

As delegações que chegam,
Céleres e sem fastio,
Usam sendas perigosas,
Mas sem direito a desvio,
Tentando se adaptar
À Olimpíada do Rio.

Na torneira falta água,
As tomadas não têm fio,
Construções inacabadas,
Ar de terreno baldio,
São surpresas vergonhosas
Na Olimpíada do Rio.

O carioca falante,
Nenhum pouco arredio,
Vai contrastar com a Vila,
Preenchendo o vazio
Dos corações solitários
Na Olimpíada do Rio.

È tudo impressionante,
Como diria o meu tio,
No fim, vai dar tudo certo,
Desculpem o meu desvario,
Todos vão sobreviver
À Olimpíada do Rio.

Irresponsabilidade,
É disso que desconfio,
Não foi falta de recursos,
Sempre é possível o desvio,
Até aqui, que vergonha
A Olimpíada do Rio.

Faltam apenas seis dias,
Mas já sinto um arrepio,
Ao pensar na insegurança,
Problema que repudio,
Deus proteja os visitantes
Na Olimpíada do Rio.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Portugal Campeão da Eurocopa
Carlos Alberto Fernandes da Silva

Tirando as Copa do Mundo,
Não existe nada igual
Ao torneio europeu,
De fama internacional,
Mas quem levantou a taça,
Desta vez, foi Portugal.

Cinco campeões do mundo,
Não pensavam em se dar mal:
Alemanha, Itália e França
E a Inglaterra Real,
Junto à poderosa Espanha,
Mas sagrou-se Portugal.

A Islândia destacou-se,
Com um brilho especial,
Mandou pra casa a Inglaterra,
Que sofreu um vendaval,
Mas, devagar, avançava,
O time de Portugal.

Quem viu o País de Gales,
Sem temer nenhum rival,
Despachar a forte Bélgica,
Demonstrando um forte astral,
Não pensaria jamais
Na força de Portugal.

A França vence a Alemanha,
A Campeã Mundial,
Num jogo emocionante.
Com cara d’uma final,
Julgou-se a dona do título,
Sem lembrar de Portugal.

Pois possuindo um bom time,
Jogando no seu quintal,
Só temia o Cristiano,
Mas, num lance desleal,
Quase quebraram o joelho
Do craque de Portugal.

Sem Cristiano em campo,
Parecendo surreal,
Quem cresceu não foi a França,
Mas num esforço vital,
Brilhou a garra e a união
Do escrete de Portugal.

Depois de um zero a zero,
Dentro do tempo normal,
No fim da prorrogação,
Com um gol sensacional
De Eder, que conquistou
A taça pra Portugal.

O bom goleiro Patrício,
Foi excepcional.
Cédric, Pepe, e Fonte,
Guerreiro, beque central,
Formaram uma muralha
Na zaga de Portugal.

Carvalho, Mário, Adrien Silva,
Renato Sanchez, o tal
(A nova revelação
No cenário mundial),
Era assim o meio campo
Da cancha de Portugal.

Na frente Nani e Ronaldo,
Com seu futebol total,
Depois Ricardo Quaresma,
Tendo nos dentes um punhal,
Surpreenderam a França:
A taça é de Portugal.

Salve a pátria de Camões,
Nosso ilustre ancestral,
Salve o descobridor,
Pedro Alvares Cabral,
Salve a garra lusitana
E os craques de Portugal.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O Estupro no Brasil
Carlos Alberto Fernandes da Silva

O Brasil do futebol,
Carnaval e alegria
Tem deixado suas filhas
Em constante agonia,
Por temerem um ataque
Até sob a luz do dia.

São quinhentas mil mulheres
Estupradas todo ano.
Isto em números redondos,
Retrato triste e insano.
A pátria da impunidade
Põe tudo embaixo do pano.

Nos grandes centros, impera
O completo desrespeito;
Os olhares e as gracinhas
São comportamento aceito;
Pra tanto constrangimento
Parece não haver mais jeito.

Nos trens das grandes cidades,
A terrível esfregadinha
Apavora as passageiras,
Sem contar a mão bobinha,
Parece não haver limites
Neste trem fora da linha.

Tem os exibicionistas,
Os que seguem em seus carros,
Apavorando as mulheres,
Sem falar nos vis esbarros,
Os tarados de plantão
São nojentos e bizarros.

Tem os que atacam as bolsas,
Os que gostam de espancar,
Tem até que rouba beijo,
É difícil acreditar,
Hoje, até pela Internet
Eles conseguem  atacar.

Agora, vem a notícia
De um estupro coletivo:
São trinta e três contra uma,
Sem razão e sem motivo,
Transformaram uma garota
Num banal aperitivo.

Não é a primeira vez,
É o número que apavora,
O povo está despertando,
Aliás, já era hora,
Quem tem vergonha na cara,
Diante dos fatos, cora.

Na incompleta estatística,
Muito embora oficial,
Em cada onze minutos,
Fato tornado banal,
É registrado um estupro
No cenário nacional.

Na nossa tosca cultura,
Se acaso não houver morte,
Deve- se agradecer
Porque é sinal de sorte,
O ‘estupra, mas não mata’,
È um sentimento forte.

O pior é que a culpa
Quase sempre é da mulher,
Seja por provocação,
Ou tudo o mais que houver,
Muitas preferem o silêncio,
E seja o que Deus quiser.

O Brasil, país machista,
Precisa de educação,
A começar, por exemplo,
Com a nossa opinião,
Pois quem se cala, consente,
E dá sua aprovação.

Certa vez, dentro de um ônibus,
Enquanto uma jovem dormia,
O passageiro ao lado
Sem pudor, satisfazia
Sua tara compulsiva,
No aperto, ninguém via.

Um nordestino presente
Demonstrou indignação,
Ao ver a jovem indefesa
Ser tocada pela mão
Do vizinho que assumia
Ser tarado de plantão.

Ele armou um escarcéu,
Protestou com veemência,
Alguns até o acharam
Ser portador de demência,
Enquanto o cara acusado
Declarava inocência.

Ele fez uma pergunta,
Que possuía sentido:
Você não tem mãe ou irmã?
Indagou ao vil bandido,
Pois a educação do lar,
É remédio garantido.

Eu já vi uma entrevista
D’uma certa ‘atriz pornô’,
No programa Viva o Gordo,
Do inimitável Jô,
Que o deixou abismado
No seu rápido alô.

Declarou ter feito sexo,
Pasmem, tudo num só dia,
Com uns trezentos parceiros
(A plateia toda ria),
Para elaborar um vídeo,
Que, certamente, vendia.

Esta é a educação
Que a juventude recebe,
Um grupo de trinta e três,
Que a gente não concebe,
Perto deste tolo vídeo,
É refresco que se bebe.

Existe um binômio mágico
Que permanece atual:
Educação na infância,
Remédio pra todo mal,
Lei severa pro adulto,
Que quebra a norma legal.

Na falta deste binômio,
Como no caso em questão,
Ainda iremos ouvir,
No radio e televisão,
Notícias de mais estupros,
Manchando a nossa nação.

Sei que é preciso prudência,
Sem juízo apaixonado,
A defesa do suspeito
É direito consagrado.
Nada pior que a injustiça
De juiz precipitado.