sexta-feira, 29 de julho de 2016

A Olimpíada do Rio
Carlos Alberto Fernandes da Silva

Brasil, país do futuro,
Que não foge ao desafio,
Após a Copa do Mundo,
Onde não mostrou seu brio,
Tenta demonstrar valor
Na Olimpíada do Rio.

As águas da Guanabara,
De um mar nada bravio,
Espumejando sujeira
Capaz de afundar navio,
Recebem navegadores
Da Olimpíada do Rio.

A incandescente tocha
Quase fica sem pavio,
Ao enfrentar os ataques
Sem, porém, dar um só pio,
Retrata bem a importância
Da Olimpíada do Rio.

Com presença de mulatas
Que seguirão qualquer trio,
Na quentura desta terra,
Um pouco avessa ao frio,
Vai ter festa a noite inteira
Na Olimpíada do Rio

As delegações que chegam,
Céleres e sem fastio,
Usam sendas perigosas,
Mas sem direito a desvio,
Tentando se adaptar
À Olimpíada do Rio.

Na torneira falta água,
As tomadas não têm fio,
Construções inacabadas,
Ar de terreno baldio,
São surpresas vergonhosas
Na Olimpíada do Rio.

O carioca falante,
Nenhum pouco arredio,
Vai contrastar com a Vila,
Preenchendo o vazio
Dos corações solitários
Na Olimpíada do Rio.

È tudo impressionante,
Como diria o meu tio,
No fim, vai dar tudo certo,
Desculpem o meu desvario,
Todos vão sobreviver
À Olimpíada do Rio.

Irresponsabilidade,
É disso que desconfio,
Não foi falta de recursos,
Sempre é possível o desvio,
Até aqui, que vergonha
A Olimpíada do Rio.

Faltam apenas seis dias,
Mas já sinto um arrepio,
Ao pensar na insegurança,
Problema que repudio,
Deus proteja os visitantes
Na Olimpíada do Rio.

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