sexta-feira, 29 de julho de 2016

A Olimpíada do Rio
Carlos Alberto Fernandes da Silva

Brasil, país do futuro,
Que não foge ao desafio,
Após a Copa do Mundo,
Onde não mostrou seu brio,
Tenta demonstrar valor
Na Olimpíada do Rio.

As águas da Guanabara,
De um mar nada bravio,
Espumejando sujeira
Capaz de afundar navio,
Recebem navegadores
Da Olimpíada do Rio.

A incandescente tocha
Quase fica sem pavio,
Ao enfrentar os ataques
Sem, porém, dar um só pio,
Retrata bem a importância
Da Olimpíada do Rio.

Com presença de mulatas
Que seguirão qualquer trio,
Na quentura desta terra,
Um pouco avessa ao frio,
Vai ter festa a noite inteira
Na Olimpíada do Rio

As delegações que chegam,
Céleres e sem fastio,
Usam sendas perigosas,
Mas sem direito a desvio,
Tentando se adaptar
À Olimpíada do Rio.

Na torneira falta água,
As tomadas não têm fio,
Construções inacabadas,
Ar de terreno baldio,
São surpresas vergonhosas
Na Olimpíada do Rio.

O carioca falante,
Nenhum pouco arredio,
Vai contrastar com a Vila,
Preenchendo o vazio
Dos corações solitários
Na Olimpíada do Rio.

È tudo impressionante,
Como diria o meu tio,
No fim, vai dar tudo certo,
Desculpem o meu desvario,
Todos vão sobreviver
À Olimpíada do Rio.

Irresponsabilidade,
É disso que desconfio,
Não foi falta de recursos,
Sempre é possível o desvio,
Até aqui, que vergonha
A Olimpíada do Rio.

Faltam apenas seis dias,
Mas já sinto um arrepio,
Ao pensar na insegurança,
Problema que repudio,
Deus proteja os visitantes
Na Olimpíada do Rio.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Portugal Campeão da Eurocopa
Carlos Alberto Fernandes da Silva

Tirando as Copa do Mundo,
Não existe nada igual
Ao torneio europeu,
De fama internacional,
Mas quem levantou a taça,
Desta vez, foi Portugal.

Cinco campeões do mundo,
Não pensavam em se dar mal:
Alemanha, Itália e França
E a Inglaterra Real,
Junto à poderosa Espanha,
Mas sagrou-se Portugal.

A Islândia destacou-se,
Com um brilho especial,
Mandou pra casa a Inglaterra,
Que sofreu um vendaval,
Mas, devagar, avançava,
O time de Portugal.

Quem viu o País de Gales,
Sem temer nenhum rival,
Despachar a forte Bélgica,
Demonstrando um forte astral,
Não pensaria jamais
Na força de Portugal.

A França vence a Alemanha,
A Campeã Mundial,
Num jogo emocionante.
Com cara d’uma final,
Julgou-se a dona do título,
Sem lembrar de Portugal.

Pois possuindo um bom time,
Jogando no seu quintal,
Só temia o Cristiano,
Mas, num lance desleal,
Quase quebraram o joelho
Do craque de Portugal.

Sem Cristiano em campo,
Parecendo surreal,
Quem cresceu não foi a França,
Mas num esforço vital,
Brilhou a garra e a união
Do escrete de Portugal.

Depois de um zero a zero,
Dentro do tempo normal,
No fim da prorrogação,
Com um gol sensacional
De Eder, que conquistou
A taça pra Portugal.

O bom goleiro Patrício,
Foi excepcional.
Cédric, Pepe, e Fonte,
Guerreiro, beque central,
Formaram uma muralha
Na zaga de Portugal.

Carvalho, Mário, Adrien Silva,
Renato Sanchez, o tal
(A nova revelação
No cenário mundial),
Era assim o meio campo
Da cancha de Portugal.

Na frente Nani e Ronaldo,
Com seu futebol total,
Depois Ricardo Quaresma,
Tendo nos dentes um punhal,
Surpreenderam a França:
A taça é de Portugal.

Salve a pátria de Camões,
Nosso ilustre ancestral,
Salve o descobridor,
Pedro Alvares Cabral,
Salve a garra lusitana
E os craques de Portugal.