É, do Brasil, campeão,
Exibindo garra e força,
Futebol e coração,
Trazendo muita alegria
À sua grande Nação.
Na verdade, ele é Penta,
Ganhar é sua rotina,
Digo isso pra calar
Quem gosta de, na surdina,
Roubar os seus muitos títulos,
Como urubu na rapina.
Ganhou cinco Brasileiros,
Vinte e seis Estaduais,
Já foi Campeão do Mundo,
É preciso dizer mais?
Quanta dor de cotovelo
Destes seus arquirrivais!
Ele foi Tri Campeão
Da tal Copa do Brasil,
Tetra, da Rio-São Paulo,
Sendo um time varonil,
O seu jogo de cintura
Vence o jogo de quadril.
Pequena Copa do Mundo,
Em plena Venezuela,
No ano cinqüenta e três,
O Timão não amarela,
Destrói seus adversários,
Sem lenço, choro e nem vela.
Levantou Taça em Florença
E venceu Copa em Turim,
Ganhou Torneio na Espanha,
Pode acreditar em mim,
Troféu Apolo, na América,
A coleção não tem fim.
Copa da Feira de Hidalgo,
Troféu Ramón de Carranza,
O Torneio Charles Miller,
E grande destaque alcança,
Vencendo a Copa do Atlântico,
Ainda em nossa lembrança.
Ganhou a Copa São Paulo
E a Copa das Nações,
Mais o Torneio de Santos
E Copa dos Campeões,
Todas Internacionais,
E não meras invenções.
Tem ainda vinte e dois
Torneios Especiais,
Alguns jogados no estado
E outros nacionais,
E quase cinqüenta Taças,
Desbancando os animais.
Pois tem Porco inconformado,
Muito Bambi sem dormir,
Bastante Bagre zangado
Sem querer admitir,
Que negar suas conquistas
É papo pra boi dormir.
Mas já fazia dois anos
Que não erguia uma taça,
E muita gente invejosa,
Com mentira e com trapaça,
Negava as suas conquistas,
Brincadeirinha sem graça.
Muito embora o Timão,
O Campeão deste ano,
Não necessite de título,
Porque reina soberano,
Para mim, a maior honra
É ser um Corintiano.
Dedico, assim, estes versos,
Com muito orgulho no peito,
A todos os invejosos,
Que não enxergam direito;
A todo rival honesto,
Meu mais profundo respeito.
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