Quinhentos
Anos da Reforma Protestante
Carlos Alberto
Fernandes da Silva
Chamo atenção do leitor
Para um fato
interessante
Que abalou os poderes
De um império gigante,
Falo dos Quinhentos Anos
Da Reforma Protestante.
Foi no século XVI,
Na bela terra alemã,
Que brilhou a luz dos
céus,
Trazendo um novo
amanhã,
Mostrando que a coragem
De um monge não foi vã.
Este jovem, todos
sabem,
Era Martinho Lutero,
Professor de Teologia,
Disciplinado e austero,
Fiel ao nosso bom Deus,
Religioso e sincero.
Descobriu, lendo a
Palavra,
A importância da fé,
Enfrentou oposição
E nadou contra a maré.
Foi até excomungado,
Mas não arredou o pé.
Isso tudo aconteceu
Por causa das
Indulgências,
Um perdão que se vendia,
A maior das
indecências,
Que de acordo com o
Papa
Dispensava as
penitências.
Tetzel, um Dominicano,
Não parava de cantar
A musiquinha macabra
Feita para
impressionar:
O
tilintar das moedas
Faz
almas, nos céus, entrar.
Em 31 de outubro
(Mil quinhentos
dezessete),
Enojado com as vendas,
Reunindo o seu escrete,
As Noventa e Cinco
Teses
Dão início a um tete a
tete.
Isto foi em Wittenberg,
Nas portas da Catedral,
Marco do
Protestantismo,
Contra o poder papal,
Entre sermões de
protesto
Contra o erro clerical.
Era um convite ao
debate,
Não uma cisão na
Igreja,
Mas despertava a dúvida,
Começando uma peleja,
Mostrando que alemão
Não é bom só de
cerveja.
Antes dele, muita gente
Enfrentou a vil fogueira,
Pois se opor à Igreja
Toda ‘santa e
verdadeira’,
Era brincar com a morte,
Pra muitos, marcar
bobeira.
Wycliffe morreu
queimado,
E Huss teve a mesma
sorte,
Savanarola, na Itália,
Não encontrou outro
norte,
Quem desafiasse a Igreja,
Era punido com a morte.
Lutero foi convidado
A se retratar em Roma,
Frederico, vulgo o
Sabio,
Este caso, nas mãos,
toma,
E o leva a Augsburgo,
No contexto, uma
redoma.
Sob a proteção do
Príncipe
Das terras da Saxônia,
Lutero não se retrata,
Mesmo enfrentando a
insônia,
Mas se esconde em um
castelo,
Sem nenhuma cerimônia.
No Castelo Wartburg,
Traduziu as Escrituras,
Conhecia o hebraico e o
grego,
E o Senhor das Alturas,
Sob ameaças de morte,
Ele enfrenta mil
agruras.
Na Dieta de Worms
(No popular,
Assembleia),
Muito embora
enfrentasse
Uma terrível alcateia,
Ele tem a proteção
E não muda de ideia.
Deixou a famosa frase:
Eu
não me retratarei,
Ao
menos que as Escrituras
Me
convençam que errei,
Pois
ir contra a consciência
Não
é correto, eu bem sei.
Pedindo a bênção de
Deus,
Encerrou a discussão,
Foi, depois,
excomungado,
E a sua reação
Foi queimar a
papal bula
Diante da multidão.
A doutrina de Lutero
Espalhou-se bem
depressa.
As fronteiras alemãs,
Rapidamente, atravessa,
Em pouco tempo ele tem
Bons seguidores à beça.
Casa-se com Catarina
De Bora, uma ex-freira,
Seis filhos mostram que
a vida
Não foi uma
brincadeira,
Abrigaram doze órfãos
Que viveram em sua
esteira.
Sua vida literária
Foi intensa e fecunda,
Mais de quatrocentas
obras
De uma mente profunda,
E apesar de tanto
esforço,
O seu barco não afunda.
Entre os hinos que
escreveu,
Destaco Castelo Forte,
Marselhese da Reforma,
Que revela bem seu
porte,
Mas a Europa cristã
Sofreria enorme corte.
As guerras religiosas
Não iriam destruir
Os Pilares da Reforma,
Que jamais irão ruir,
As cinco solas legadas
Que devemos repetir.
Só
Jesus e Só a Graça,
Só
a Fé,
Só a Escritura,
E Só a Deus Seja a Glória,
Eis a Mensagem mais
pura
Da Reforma Protestante,
Para a geração futura.
Morre aos sessenta e
três,
Em Eisleben, onde
nasceu.
Sepultado em
Wittenberg,
Onde um dia escreveu
As Noventa e Cinco Teses
Que o mundo não
esqueceu.
Outros continuam a
obra:
Como Zuinglio e Calvino,
Martin Bucer e
Melanchton,
Pautados em seu ensino,
Nesta orquestra, ele
foi
O primeiro violino.
Infelizmente, hoje em
dia,
Tem crente na
contramão,
Que quando ouve
Reforma,
Pensa que é construção,
Ignorando os Pilares,
Não tem, sob os pés, um
chão.
Principalmente esses grupos
Que só pensam em dinheiro,
Para quem os cinco solas
São coisas pra sapateiro,
Por esquecerem a história,
Repetem erro grosseiro..
Principalmente esses grupos
Que só pensam em dinheiro,
Para quem os cinco solas
São coisas pra sapateiro,
Por esquecerem a história,
Repetem erro grosseiro..
Graças a Deus por
Lutero
E a Reforma
Protestante!
Um legado de vitórias
Que precisa ir adiante,
Com Deus, o Castelo
Forte,
Avante! Avante! Avante!
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