sábado, 19 de março de 2016

Carta Aberta ao Irmão Cunha

Carlos Alberto Fernandes da Silva


Irmão Cunha, me disseram
Que você é evangélico.
Fiquei pasmo, pois você
Além de maquiavélico,
Jamais dá a outra face,
Ao contrário, é sempre bélico.

O cristão, você bem sabe,
Busca a paz e a mansidão,
Anda na luz do Senhor,
Tem um puro coração,
Jamais pratica a mentira,
Mostra, em tudo, retidão.

Como sei que, atualmente,
Tem todo tipo de crente,
Julgá-lo seria errado,
Não quero ser displicente,
Mas encobrir os escândalos
Não vai fazer bem à gente.

Irmão Cunha são tão claras
As evidências colhidas,
Perdoe a sinceridade,
Não podem ser escondidas,
Suas manobras jamais
Vão torná-las esquecidas.

Tais manobras, ao contrário,
Fazem mal a todo mundo.
Não faça o povo de bobo,
Com seu cérebro fecundo,
Quem tem zelo, diante disso,
Sofre um pesar profundo.

Você já ouviu falar
Da conversão de Zaqueu,
Publicano que roubava
O pobre povo judeu?
Jesus mudou sua vida
E veja o que aconteceu.

Devolveu o que roubou,
Só que quatro vezes mais;
A metade de seus bens
(Era um dos maiorais)
Decidiu doá-la aos pobres,
Da conversão, deu sinais.

Caso você seja honesto,
Desculpe a insinuação
(É que as provas foram claras),
Desde já, peço perdão,
Mas não estou preparado
Pra ver um crente ladrão.

A Bíblia diz que o joio
Cresce junto com o trigo.
Por isso é bom um exame,
Aceite o conselho, amigo.
Se você é um novo crente,
Prefiro o modelo antigo.

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