Carta
Aberta ao Irmão Cunha
Carlos Alberto Fernandes da Silva
Irmão Cunha, me
disseram
Que você é evangélico.
Fiquei pasmo, pois você
Além de maquiavélico,
Jamais dá a outra face,
Ao contrário, é sempre
bélico.
O cristão, você bem
sabe,
Busca a paz e a
mansidão,
Anda na luz do Senhor,
Tem um puro coração,
Jamais pratica a
mentira,
Mostra, em tudo,
retidão.
Como sei que,
atualmente,
Tem todo tipo de
crente,
Julgá-lo seria errado,
Não quero ser
displicente,
Mas encobrir os
escândalos
Não vai fazer bem à
gente.
Irmão Cunha são tão
claras
As evidências colhidas,
Perdoe a sinceridade,
Não podem ser
escondidas,
Suas manobras jamais
Vão torná-las
esquecidas.
Tais manobras, ao
contrário,
Fazem mal a todo mundo.
Não faça o povo de
bobo,
Com seu cérebro
fecundo,
Quem tem zelo, diante
disso,
Sofre um pesar
profundo.
Você já ouviu falar
Da conversão de Zaqueu,
Publicano que roubava
O pobre povo judeu?
Jesus mudou sua vida
E veja o que aconteceu.
Devolveu o que roubou,
Só que quatro vezes
mais;
A metade de seus bens
(Era um dos maiorais)
Decidiu doá-la aos
pobres,
Da conversão, deu
sinais.
Caso você seja honesto,
Desculpe a insinuação
(É que as provas foram
claras),
Desde já, peço perdão,
Mas não estou preparado
Pra ver um crente
ladrão.
A Bíblia diz que o joio
Cresce junto com o
trigo.
Por isso é bom um
exame,
Aceite o conselho,
amigo.
Se você é um novo
crente,
Prefiro o modelo
antigo.
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