segunda-feira, 14 de março de 2016

O Impeachment da Dilma
Carlos Alberto Fernandes da Silva



Nestes dias em que o povo
Não consegue mais sorrir,
Nossa gente, dividida,
Tenta, às cegas, descobrir
Se a Presidente Dilma
Permanece ou vai cair.

O mineiro Aecio Neves,
Saiu depressa do muro,
Onde vive o seu partido,
No mais calado escuro,
Vendo que não cheira bem
Nosso próximo futuro.

Sempre muito inconformado
Por ter perdido nas urnas
Não para de agitar
Junto com as suas turmas,
Exigindo o tal Impeachment,
Tentando esquecer de Furnas.

Já o Vice Presidente,
Alternando o seu agir,
Ora fala, ora se cala,
Sem temer o que há de vir,
Como bom oportunista,
Só espera ela cair.

Seu partido, na surdina,
Bem mais sujo que o PT,
Serve a quem lhe paga mais,
Eu não entendo o porquê,
Poderia ter luz própria,
Salve o PMDB!

O Presidente da Câmara
Cunha mil declamatórias
Pra fugir da cassação,
Em função de umas estórias
Que o ligam a falcatruas,
E não deixam escapatórias.

Devia ser um piloto, 
Em função de suas obras,
Pois sua especialidade
São arricadas manobras,
Mostrando ter mais veneno
Que a maioria das cobras. 

Lulinha tenta ajudar,
Mas no presente momento,
É melhor ficar de fora,
Pois o Sítio e o Apartamento,
Só complicam a situação,
E multiplicam o tormento.

Atualmente, o barbudo
Tem que cuidar dele mesmo,
Pois tem promotor nervoso,
Que não dá tiros a esmo,
Querendo fritar o cara
Como quem frita torresmo.

O Juiz paranaense,
O novo herói do Brasil,
Vai angariando a fama
De um sujeito varonil,
Atento à letra da Lei
Sem deixar faltar um til.

Que mantenha o equilíbrio,
Evitando exagerar.
O circo que foi armado,
Para o Lulinha levar
Foi visto no mundo inteiro,
Pra nos desmoralizar.

Vendo toda esta bagunça,
Eu fico contrariado,
Ao pensar nos presidentes
Que deixaram um bom legado:
Se eles fossem investigados,
Qual seria o resultado?

Enquanto isto, Maluf
Recebe pena na França,
O Quercia descansa em paz,
Deixando uma bela herança,
Outros políticos riem
De tanta grana na pança.

No picadeiro, a Dilma
Balança na corda bamba,
Não sei se cai ou não cai,
Ela é dura pra caramba,
Sei que o desemprego aumenta
E a economia descamba.

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