O Ajudante de Papai Noel
Carlos Alberto
Fernandes da Silva
Era uma vez um menino,
Igual a toda criança,
Que adorava o Natal,
Guardando a viva
lembrança
Do gentil Papai Noel
E da noite da festança.
Sem economizar sonhos,
Desejava, a todo
instante,
Ao lado do bom velhinho,
Ser seu fiel ajudante,
Distribuindo presentes,
Levando o desejo
avante.
Queria dividir sonhos,
Distribuir alegria,
Matar a desesperança,
Trazendo ao mundo a
magia
Dos presentes de Natal,
Que provocam euforia.
Mas, ao crescer, foi
notando,
Havia um Papai Noel
Em cada loja que ia,
Interpretando um papel
Diferente, em cada
esquina,
Nem sempre bom e fiel.
Nos ricos shoppings,
uau!
Era forte e bem rosado,
Com um sorriso bem
largo,
Sempre afável e educado,
Tirando fotos com
todos,
Êta velhinho animado!
Mas em lugares mais
pobres,
O velhinho era mais
sério;
Às vezes, magro e moreno,
Um verdadeiro mistério,
Muito mais compenetrado
Que coveiro em
cemitério.
Observando, atento,
Tamanha transformação,
Viu Papai Noel sem
barba
E com trajes de verão,
Sem neve, renas, nem
sinos,
Numa grande inovação.
Em muitas lojas, que
estranho,
Ele era só um boneco;
Às vezes, sem
movimento,
Sem abraço e sem
xaveco,
Mudo, com olhar
distante,
Sem repetir nenhum eco.
Porém, em outras,
dançava,
Cantarolando em inglês,
Belas canções de Natal,
Cumprimentando o
freguês,
Cheirando a naftalina,
Quando dezembro era o
mês.
Na maioria das lojas,
Por toda a periferia,
Nosso bom Papai Noel,
Infelizmente, não ia,
Nem sequer para chamar
Sua fiel freguesia.
O pior: esta criança
Nem sequer tinha
lareira,
Pois as noites escaldantes
Não carecem de fogueira,
Na maioria das casas,
Nesta terra brasileira.
Era fácil perceber
Que nenhum era real,
Embora fizessem parte
Da magia do Natal,
Era tudo uma mentirinha
Destas que ‘não fazem
mal’.
Porém alguém lhe falou
Que o Natal era Jesus,
O bebê da manjedoura,
Fonte de graça e de
luz,
Vindo ao mundo para dar
Sua vida numa cruz.
Este, sim, era real,
Um Deus-homem
verdadeiro,
Sendo o Leão de Judá,
Ao mesmo tempo, o Cordeiro
De Deus, enviado aos
homens,
Para morrer no madeiro.
Trazendo a todos,
enfim,
Um precioso presente:
A vida eterna com Deus,
Acessível a todo
crente,
A cura espiritual
Pra quem estiver
doente.
Pois este Jesus não
muda,
É o mesmo que nasceu
Numa simples manjedoura
E, entre os homens,
viveu,
Pregando e fazendo o
bem,
A todos que conheceu.
E nos deu uma
esperança:
Muito em breve, vai
voltar;
Os sinais de sua vinda
Estão em todo lugar,
Hoje, é o tempo
aceitável
De, para Deus, se
voltar.
Ajudar Papai Noel
A semear alegria
É uma boa tarefa,
Nesta humanidade fria,
Carente de amor e paz,
E da luz de um novo
dia.
Mas pregar a salvação,
Nestes tempos de
descrença,
É mais do que
necessário,
Pois devemos, sem
detença,
Deixar que a luz do
Natal,
Toda a densa treva,
vença!
Sou parte desta
criança,
Mas conheci, afinal,
O Jesus da manjedoura
Que dissipa todo mal,
Em nome de quem, desejo
A você: Feliz Natal!.
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