O Ano Velho e o Ano
Novo
Carlos Alberto
Fernandes da Silva
O ano velho se acaba,
Um novo ano começa;
O ano velho se esvai,
Sem despedida, com pressa;
O novo ano, que nasce,
Traz uma nova promessa.
Como quem troca de
turno
(Meia noite é sempre a
hora),
O novo traz novidades.
O velho já vai embora,
O novo ano sorri,
Porém o velho só chora.
Presos ao tempo e
espaço,
Sem poder de
interferência,
Assistimos à mudança,
Ás vezes, na inocência,
Numa atitude passiva,
Que beira a
incoerência.
Pois pensamos que o
velho
Levará nossos
problemas,
E o novo afastará
Os percalços, sem
dilemas,
Começando o novo ano,
Livres de nossas
algemas.
Esquecemos que os dois
São como irmãos
siameses,
Separados, mas iguais
(Os mesmos dias e meses),
De ambos, assim, nós
somos
Os habituais fregueses.
São como a carne e a
unha,
O caju e a castanha,
Que ditam as suas
medidas
E não aceitam barganha,
Sob os quais, ora se
perde,
E ora, também, se
ganha.
São dois elos da
corrente,
Uma continuação;
Um dá sequência ao outro,
Na mais perfeita união;
Pensar que tudo se
acaba
E se renova, é ilusão.
Apenas no calendário
Sentimos esta mudança,
No mais, tudo é
igualzinho,
Com exceção da
gastança,
Comemorando a passagem,
Com uma enorme
festança.
Somos nós que
precisamos
Mudar nossas atitudes,
Trocando os nossos
defeitos,
Se Deus quiser, por
virtudes,
Os nossos velhos
desânimos,
Por novas solicitudes.
Desta forma, contaremos
Com um salutar renovo,
Algo bom e necessário
Pro nosso sofrido povo.
Pensando assim, eu
desejo:
Tenha um feliz ano
novo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário